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sábado, 9 de outubro de 2010

"SEM TITULO"

O que se faz da vida quando um sentimento toma todo seu peito e não te deixa respirar de tão intenso? As musiquinhas feitas por quem finge entender o que você sente não colam mais, e o desespero toma conta de você que já não sabe como comandar seu próprio corpo. A insegurança cresce sem parar, prende você em casa, ou em algum lugar que te passe a falsa sensação de segurança, você se perde nas mentiras que cria para acreditar que a verdade pertence a você, mas sofre e isso nunca muda, nunca para. Seja sincero com você, isso não vai acabar, nem melhorar com o tempo, mas tente amigo, você não está sozinho, lute pelo direito ser alguém livre de sua fobia, não depende de outra pessoa além de você.

Houve muito sangue pela sua liberdade, não perca para si.

Vinicius Amaral

Èis um "conhecido" deputado!


Jean Wyllys é jornalista, escritor e professor. Ganhou uma vaga na Câmara Federal, quando disputou em 2010 a vaga para deputado federal pelo Psol-RJ. Em 2005, tornou-se conhecido em todo Brasil ao vencer o reality show Big Brother Brasil.





Por que se candidatou pelo Rio de Janeiro ao invés da Bahia, o seu estado de origem?

Primeiro porque o Rio é meu estado de domicílio há quase seis anos. Há quase seis anos vivo e trabalho no Rio de Janeiro. Por isso, filiei-me ao PSOL do Rio. Não vejo problema em um migrante como eu se candidatar pelo Rio, pois o Rio de Janeiro é feito pelos fluminenses, mas também pela massa de migrantes nordestinos e nortistas que também contribui, com seu trabalho e impostos, para a construção do estado. Só para te dar alguns exemplos: a comunidade da Rocinha é quase toda composta por migrantes nordestinos e seus filhos, assim como o são também as comunidades do Complexo da Maré e as cidades da Baixada Fluminense; sem falar nas periferias das cidades de Macaé e Campos, onde há um predominância de migrantes nordestinos, principalmente baianos. Sendo assim, minha candidatura pelo Rio está mais que justificada. Além disso, o Rio sempre foi inclusivo, principalmente em se tratando de eleição e de personalidades da política. Por exemplo, o Rio elegeu Brizola, que era gaúcho de sotaque carregado; elegeu Gabeira, que é mineiro, e elegeu Lindberg Farias, que é paraibano; e, se não estou enganado, meu conterrâneo Jorge Amado se elegeu deputado federal também pelo Rio de Janeiro. Por fim, é preciso que fique claro que um deputado federal, embora represente seu estado de domicílio, deve legislar em nome de todos os brasileiros.

Como professor, uma de suas bandeiras é o progresso do sistema educacional. Como pretende melhorar o ensino no Estado do Rio, que teve o segundo pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), na avaliação do Ministério da Educação, em 2009, à frente apenas do Piauí e empatado com Alagoas, Amapá e Rio Grande do Norte?

Bom, levando-se em conta que o IDEB do Rio ficou, em 2009, com estes valores: 4,7 para o ensino até 4ª série, 3,8 para fundamental e 3,3 para ensino médio, é possível considerar então que o índice no Rio piora à medida que a vida escolar do estudante avança. Sendo assim, pretendo apoiar políticas de educação que ampliem o acesso de mais crianças e adolescentes à escola, mas que, ao mesmo tempo, assegurem que estes não desperdicem tempo com repetências, não abandonem a escola precocemente e, ao final de tudo, aprendam e se transformem em cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres. Pretendo apoiar políticas de educação que façam, da escola, um ambiente que gere criatividade, com tecnologia de ponta e alimentação saudável para atrair o estudante e mantê-lo ali, se possível em tempo integral. E de que maneira virá meu apoio? Através de emendas e principalmente através da pressão para que o governo federal aumente os recursos do PIB destinados à educação.

Você também é um notório militante do movimento gay. Qual será a sua primeira medida em benefício aos gays, negros e às outras minorias que você defendeu em sua campanha?

Antes de ser um “notório” militante do movimento gay, eu sou um defensor dos Direitos Humanos. É como defensor dos Direitos Humanos e das liberdades constitucionais – e, claro, por ser gay assumido, logo, parte de um coletivo com cultura e demandas específicas – que eu abraço as bandeiras do movimento gay. Minha primeira medida será me integrar às comissões de Direitos Humanos e de Educação da Câmara dos Deputados, bem como ampliar a frente parlamentar pela livre expressão sexual, para, a partir daí, legislar em favor das minorias, entre as quais está também o chamado “povo de santo”, tão demonizado e perseguido por cristãos fundamentalistas.

Como pretende garantir aos homossexuais o direito à adoção de crianças?

Há, no Congresso Nacional, um projeto que quer VEDAR a adoção por casais homossexuais. Vou me posicionar contra este projeto. Além disso, sempre que for possível e necessário, vou acompanhar, de perto, os casos julgados pelo judiciário, dando meu apoio e mobilizando a opinião pública.

Por que você acha importante que a legislação mude, permitindo a guarda compartilhada pelos casais gays, ao invés de a criança ser tutelada por apenas um dos dois cônjuges como é praticado atualmente?

Porque, além de ter um impacto positivo na subjetividade da criança adotada ela se saber querida pelos dois pais ou pelas duas mães que a adotaram e não apenas por um deles, uma vez que ambos constam de seu registro, a permissão da guarda compartilhada inclui também o direito patrimonial (pensão, herança, benefícios, acesso) dos dois pais e não apenas do que adotou. É importantíssima essa mudança na legislação. Ela reconhecerá, no âmbito das leis, as diferentes famílias que já existem e constituem nossa sociedade.

Como você vê a comparação com Harvey Milk, primeiro político assumido gay a conquistar um cargo eletivo nos EUA?

Fico lisonjeado na medida em que sou “filho” de Milk, ou seja, do moderno movimento gay. Sem Milk e outros tantos que conquistaram, a duras penas, as liberdades que hoje gozamos, sem eles, Jean Wyllys não seria possível. Não sei de quem partiu a comparação. Considero-a um tanto exagerada, mas ela me deixa feliz porque admiro bastante a trajetória política de Harvey Milk.

Você acha que será preconceituado pelos seus colegas de bancada por ser ex-BBB ou homossexual assumido?

Não. E se por acaso eu for, saberei quebrar esses preconceitos como já quebrei outros tantos. E, como diz a canção, “pátria, família, religiões e preconceitos, quebrou não tem mais jeito”.

Você acredita nos políticos que ocupam os cargos públicos atualmente?

Em alguns sim. É preciso parar de alimentar esse senso comum nefasto de que todo político não presta; é corrupto, quer enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria. Isso não é verdade. Há políticos ruins, mas há muita gente boa, preparada e honesta.

O que você fará se receber uma proposta de corrupção de um colega deputado?

Recusá-la, óbvio, e, se possível, denunciá-lo. Mas tenho certeza que não receberei esse tipo de proposta porque as pessoas sabem de minha retidão de caráter e honestidade. Como se diz lá em Alagoinhas, minha cidade natal, lagartixa sabe em que pau bate a cabeça.

O que você achou do adiamento para as próximas eleições da validação da lei da ficha limpa por parte do Supremo Tribunal Federal?

Lamentável. Se não fosse adiada, o Congresso Nacional talvez estivesse um pouco diferente pra melhor.

O que achou da votação do palhaço Tiririca a deputado federal por São Paulo?

Reflexo daquele senso comum de que falei agora há pouco: de que todo político não presta; é corrupto, quer enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria; de que o Congresso Nacional virou uma palhaçada no pior sentido do termo e um coletivo de gente incompetente e despreparada – senso comum em parte alimentado pelo noticiário, que dá prioridade e ênfase apenas aos escândalos de corrupção, deixando de abordar da mesma forma as ações positivas dos políticos. Mais que expressão de um “cansaço” em relação aos políticos de sempre, a votação do Tiririca é expressão da despolitização ou da compreensão rasa do que é a política por parte das pessoas que votaram nele – pessoas que provavelmente só se envolvem com a política através do CQC. Não me espantaria se descobríssemos que a audiência do CQC em São Paulo votou no Tiririca, pois, para esse programa, apesar de ele fazer uma ou outra denúncia relevante envolvendo governos, a política é apenas motivo de piadas infames.

Você acha que o voto protesto é válido? É um bom instrumento democrático?

Depende do que você entende por “voto de protesto”. Embora se afaste da política e sequer se lembre dos nomes dos candidatos em quem votou na última eleição, a maioria dos eleitores – principalmente a maioria dos eleitores com algum grau de instrução – é ingênua o suficiente para acreditar que, ao desperdiçar seu voto em um candidato bizarro ou votar em qualquer número que lhe vier à cabeça no dia das eleições, ao fazer isso, a maioria acredita que está “protestando contra o sistema” ou “dando uma resposta aos políticos corruptos”. Os jovens, então, são os que mais caem nessa armadilha que é um misto de ignorância, ingenuidade e arrogância, pois, afastados voluntariamente da política e do debate público sobre as questões socioeconômicas e culturais que nos dizem respeito e muito próximos do entretenimento rasteiro, eles acham que a política é apenas alvo de humor. Nada mais perigoso para a democracia do que esse comportamento. Nada mais perigoso para o nosso destino como povo do que banalizar ou desperdiçar o voto acreditando que está fazendo um “protesto”. O verdadeiro e mais eficaz protesto é escolher o candidato que melhor lhe represente por meio da busca por informação nos diferentes canais (por exemplo, por jornais e sites e não só pela tevê); é investigar a vida pública dos candidatos e identificar quais deles trabalhou ou trabalha em função de causas nobres que digam respeito ao bem-estar de todos. Isto, sim, é o grande protesto!

A maioria das pessoas que acompanhou a sua trajetória na tevê durante o BBB e depois quando você se tornou repórter do ‘Mais Você’ não viu as suas aparições no horário eleitoral gratuito. Você acha que está na hora do TSE rever a obrigatoriedade da propaganda eleitoral na tevê? Pretende fazer algo a respeito?

O problema não é a obrigatoriedade do programa, mas o tempo que é destinado para cada partido. Como o tempo é dividido de acordo com as bancadas das coligações no congresso nacional ou assembléias, partidos menores e sem coligações como o PSOL têm pouquíssimo tempo no programa eleitoral e nas chamadas inserções nos intervalos comerciais da tevê. No meu caso, como o Chico Alencar era o puxador de legenda do partido, todas as inserções ficaram pra ele, além de ele ter um tempo bem maior que o meu no programa eleitoral, sendo que a grande maioria desliga a tevê na hora deste programa. Sou a favor do financiamento público de campanha e de regras mais justas na divisão do tempo para contemplar os partidos menores.

O que acha da obrigatoriedade do brasileiro votar?

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto.

E do serviço militar obrigatório?

Também não tenho opinião formada a respeito deste assunto.

Você adotou uma campanha ecologicamente correta, sem uso de cartazes, adesivos ou placas nas ruas. Acha que teria uma votação mais expressiva se tivesse usado todo esse material publicitário?

Sim. Mas se o partido tivesse me dado algumas das inserções ou mesmo tivesse dividido ao meio o tempo de algumas delas entre o deputado Chico Alencar e eu, eu teria uma votação mais expressiva mesmo tendo feito uma campanha ecologicamente correta e, talvez, ajudasse a fazer um terceiro deputado pelo PSOL. Acontece que, para o partido, a reeleição do Chico Alencar era a prioridade.

Você tem alguma proposta que diga respeito à ecologia em sua plataforma política?

Sim. O meio ambiente também está entre as minhas preocupações, mas é preciso entendê-lo como uma teia de relações entre os seres humanos, os animais e os minerais (a água é um mineral, não nos esqueçamos) e entre os seres humanos entre si no tempo e no espaço, e não apenas como o que resta de nossas florestas e espécies em extinção.

Você foi eleito graças à votação de seu colega de partido no Rio, o deputado Chico Alencar, que se reelegeu com 240 mil votos. Acha justo o voto proporcional, que beneficia os candidatos com melhor quociente eleitoral ao invés dos mais votados?

É importante ressaltar que o mandato não é meu, mas do partido, algo já consolidado pela legislação eleitoral e STF. Dessa forma, a eleição não poderia se restringir a um único nome, mas à legenda, como é o caso. A eleição segue uma ordem de votação, por mais que um candidato tenha menos votos que o outro.

Você recebeu 13.018 votos nesta eleição a deputado federal contra mais de 50 milhões de votos quando ganhou o BBB 5. Acha que o brasileiro dá mais importância ao programa do que à política?

Nesta sociedade capitalista e do consumo hedonista, o entretenimento é mais sedutor e prazeroso do que a política, infelizmente. Além disso, o clima de melodrama que envolve os realities, seja por conta das histórias de vida em jogo, seja por conta dos conflitos priorizados pela edição, faz com que as pessoas se envolvam mais com eles do que com processos eleitorais “sem graça”, infelizmente, volto a dizer. Porém, a gente não pode considerar essa atitude das pessoas um mero equívoco. É preciso buscar entender que transformação cultural e nas mentalidades está em curso, quais os impactos políticos dessa atitude. Foi o que eu fiz ao me inscrever no programa.

Passado o assédio inicial após ter vencido o BBB há cinco anos, você voltou à vida pública. Não sentiu receio de se expor de novo?

Eu nuca saí da vida pública. Posso ter me afastado deliberadamente dos programas de auditório e do noticiário das revistas de celebridade para retomar e preservar meu prestígio como professor universitário e jornalista, mas não da vida pública. Continuei escrevendo para jornais e para meu blog e participando de programas de tevê cujo conteúdo tivesse a ver comigo e com meu trabalho. Fiz programa para o Canal Brasil, participei de debates no Futura, no Multishow, no GNT, na Band e na MTV. Quando Veja publicou a entrevista com a psicóloga homofóbica Rozângela (o nome dela é com z mesmo) Justino, fui o primeiro intelectual a contestá-la publicamente e minha resposta circulou por milhares de listas na internet. O problema é que a grande maioria só está interessada em entretenimento da Globo, e, deste, eu me afastei deliberadamente.

O título de ex-BBB ajudou o atrapalhou a sua campanha?

Em minha campanha, não houve qualquer referência ao BBB. É possível que algum candidato a estadual do partido que fez dobrada comigo tenha feito referência ao programa no material em que aparece comigo. Não sei de nenhum, mas é possível. Porém, eu, em minha campanha e em meu material, não fiz qualquer referência e proibi minha coordenadora de fazê-la.

Por que você não aceitou doações de pessoas jurídicas nem a ajuda de militantes pagos em sua campanha?

O PSOL não aceita doações de pessoas jurídicas por entender que esse tipo de doação pode ser o início da corrupção que vigora nos podres executivo e legislativo. Quem “doa “quer um retorno depois. Quanto a pagar militantes, além de eu ter feito uma campanha de pouquíssimos recursos (quase todos meus e de minha coordenadora), não faz qualquer sentido militante pago; militante milita por ideologia e não por dinheiro. Todos que se engajaram em minha campanha fizeram isso por acreditar em mim e na minha causa.

No segundo turno você apoiará Dilma ou Serra?

Vou acompanhar a decisão do partido já que o PSOL tinha candidato próprio no primeiro turno.

Em quem você votará para Presidente?

Vou acompanhar a decisão do partido.

Você entendeu como homofobia e/ou vai fazer algum ato de protesto ao pastor Silas Malafaia? O religioso espalhou 600 outdoors pelo Rio escritos: ‘Em favor da família e da preservação da espécie humana. Deus fez macho e fêmea.’

Sim, entendi como homofobia. E já iniciei o protesto. No Twitter e no Facebook levantei um debate entre meus seguidores e lhes apresentei dois textos meus em que argumento contra o fundamentalismo cristão e sua homofobia. Vi os outdoors quando ainda estava em campanha. Fiquei indignado, mas, naquele momento, não fiz nada porque tinha de priorizar a campanha; alem disso, fiquei esperando que as ONGs LGBTs, OAB, ABI, os intelectuais que estudam gênero e sexualidade, ou mesmo os biólogos darwinistas, os geneticistas e os especialistas em técnicas artificiais de reprodução humana e o Ministério Público se manifestassem. Não se manifestaram. Por quê? Não querem comprar briga com os fundamentalistas? É melhor comprar agora do que esperar para brigar quando eles tiverem transformado o Brasil numa nação cujo estado age em nome de dogmas religiosos. Então, resolvi fazer o que posso no momento.

O que fará após o segundo turno das eleições. Entrará em férias, para descansar do corpo a corpo da campanha eleitoral?

Talvez sim.

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Segue o link da entrevista: http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-eleicoes-2010/11699/

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Esselentíssimo" Juiz

Certa vez, ao transitar pelos corredores do fórum, fui chamado por um dos juízes ao seu gabinete e ouvi essa história.
- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição!
Estampado logo na primeira linha do petitório lia-se: "esselentíssimo juiz".
Gargalhando, o magistrado me perguntou:
- Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere?
O juiz pareceu surpreso:
- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra excelentíssimo?
Então, expliquei-me:
- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o colega desejava se referir a excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efetivamente é grosseiro. Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras. O certo então seria dizer "esse lentíssimo juiz".
Depois disso aquele magistrado nunca mais aceitou, com naturalidade, o tratamento de excelentíssimo juiz. Sempre pergunta: -Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento ???

*Extraído da Revista da OAB-SC Dezembro/2002 *

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Joãozinho está dentro do carro do seu pai, quando avista duas prostitutas na calçada...

- Pai, quem são aquelas senhoras?

O pai meio embaraçado, responde:

- Não interessa filho... Olhe antes para esta loja... Já viu os lindos brinquedos que tem?

- Sim, sim, já vi.. Mas... quem são as senhoras e o que é que estão fazendo ali paradas?

- São... são. São senhoras que vendem na rua.


- Ah, sim?! Mas vendem o quê?? - Pergunta admirado o garoto.

- Vendem.... vendem... Sei lá... vendem um pouco de prazer.

O garoto começa a refletir sobre o que o pai lhe disse, e quando chega em casa, abre a sua carteira com a intenção de ir comprar um pouco de prazer.

Estava com sorte! Podia comprar 50 reais de prazer!

No dia seguinte vai ver uma prostituta e pergunta-lhe:

- Desculpe, minha senhora, mas pode-me vender 50 reais de prazer, por favor?

A mulher fica admirada, e por momentos não sabe o que dizer, mas como a vida está difícil, ela aceita. Porém, como não poderia agir de forma 'normal' com o garotinho, leva o garoto para casa dela e prepara-lhe seis pequenas tortas bem gostosas de morango e chocolate.

Já era tarde quando o garoto chega em casa.

O seu pai, preocupado pela demora do filho, pergunta-lhe onde ele tinha estado. O garoto olha para o pai e diz:

- Fui ver uma das senhoras que nós vimos ontem, para lhe comprar um pouco de prazer!

O pai fica amarelo:

- E... e então... como é que se passou?

- Bom, as quatro primeiras não tive dificuldade em comer, a quinta levei quase uma hora e a sexta foi com muito sacrifício. Tive quase que empurrar para dentro com o dedo, mas comi mesmo assim. Ao final estava todo lambuzado, melequei todo o chão, e a senhora me convidou para voltar amanhã,mas para ser sincero ao senhor eu só tive prazer nas três primeiras , as outras só comi para mostrar que sou homem mesmo, posso ir amanhã novamente, pai?


O pai desmaiou.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Norah Jones- O mito


Tudo mundo que ouvi Norah Jones, sabe que ela é um mito, consegue ter a sutileza da árvore e o furacão do vento, junto, sem se resplandecer muito. Filha do jazzista indiano Ravi Shankar, Norah Jones começou a carreira no colégio onde estudava, voltado para artes visuais e performáticas. Venceu prêmios estudantis da revista de jazz Downbeat como vocalista e compositora na segunda metade dos anos 90, e se dedicou ao estudo do piano por dois anos antes de entrar para o circuito de bares e clubes de jazz. Contratada pela Blue Note em 2001, lançou o multipremiado “Come Away With Me”, com produção de Craig Street e Arif Martin (que já trabalhou com Aretha Franklin e Dusty Springfield). Entre suas músicas descam-se Until the end, Don't Know why ( talvez a mais conhecida) e Those swee words, que é a minha preferida. Ouvir Norah Jones é uma pefeição, além de linda que é essa mulher, é uma exelente cantora. Aí falo isso por que soube que ela vem fazer uns shows aqui no Brasil.
Ah, se ela me desse bola!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rascunho de um 4 de Outubro

Em 04/10/1992 nascia uma garota chamada Cintia...

Eu fiquei parado diante da tela do PC tentando escrever algo que demonstrasse meu carinho por ela, mas nada de muito belo consegui por aqui. Hoje Cintia completa 18 anos, linda e carinhosa, ela é minha namorada há quatro anos logo será minha noiva e seguiremos o caminho de um casal feliz, mas o que posso colocar aqui para fazer sentido a essa postagem?

Cintia me deu força e coragem quando eu só queria me esconder do mundo, ela me mostrou o mundo de um modo puro e inocente, é o tipo de garota que ganha todos com um sorriso e que mostra ser sincera até o ponto de não ofender MUITO.

Você que é um leitor inteligente deve estar se perguntando o que realmente eu quero falar com essas palavras sem muito nexo e mal organizadas, sinceramente eu não tenho muita noção do que posso fazer aqui além de confessa a você meu amigo que Cintia é minha amada, eu amo essa garota mais do que eu mesmo, pois ela mudou minha vida mudou meu pensar e agir, é verdade que apesar disso eu errei com ela assim, como todo homem já errou com seu amor, mas me dou por inteiro e tento criar um mundo fantasia para uma garota que não existe para mais ninguém.

Poderia ser rico, dono da mais brilhante estrela, mas sem minha amada ao meu lado até mesmo a mais bela luz torna-se refugio do caos de um homem sem amor.

AMO-TE CINTIA!

Vinicius Amaral

Dia 4 de outubro- 1 ano do blog

Hoje é dia 4 de outubro, um dia especial para mim, e para o Brasil, não por que ontem foi eleição e muita gente boa ganhou, mais visto que hoje o Blog Ensaio Por 3 faz aniversario, e com velas e cantigas parabenizamos o blog. Que é construído por Ramon Morays, Vinny Amaral e Will Campos, e claro todos vocês. Meu Obrigado.

Um Blog meu, um Blog seu.

A EQUIPE DO BLOG

sábado, 2 de outubro de 2010

Viva ao estúpido.

FREI BETTO

"Onde falta educação campeia a perversão"

Neymar tem 18 anos de idade. É uma revelação como jogador de futebol. Joga pelo Santos, o mesmo time que projetou Pelé. E joga bem, muito bem. A diferença entre ambos é que Pelé procedia com educação em campo.

Neymar é rebelde. Não entra apenas para jogar. Entra para lutar: xinga o técnico, os adversários, até os parceiros de time. Neymar tem pavio curto. Age na base do olho por olho, dente por dente. Não se conforma de a bola não ser só dele.

O então técnico do Santos, Dorival Júnior, em seu papel de educador (como todo técnico deveria fazer), puniu Neymar por mau comportamento. Por falta de ética, suspendeu-o de jogo. De um jogo importante, contra o Corinthians, em 22 de setembro. A diretoria do Santos, em vez de apoiar o técnico, decidiu apoiar Neymar. Foi como se a escola expulsasse o professor ofendido pelo aluno.

Dorival Júnior foi demitido e Neymar, escalado para o jogo contra o Corinthians. Adiantou pouco. Neymar não fez gol e o Corinthians ganhou por 3 X 2.

Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, fez o que o Santos deveria ter feito: puniu o jovem atleta. Mostrou-lhe os limites. Se Neymar quer ver seu talento brilhando nos jogos, terá que aprender a dominar sua fúria. Aprender a saber perder. E admitir que ele pode muito. Mas não pode tudo.

O futebol já foi esporte. Hoje, é competição. Já foi arte. Hoje, é violência. Já foi fator de integração social. Hoje, acirra disputas entre torcidas enfurecidas. Os estádios, em dia de jogo, parecem penitenciárias em dia de visitas. Policiais por todos os lados, torcedores revistados, armas apreendidas.

Os jogadores mais se parecem atletas de luta-livre. Entram em campo para trucidar o adversário. Predomina a agressão verbal e física. As faltas não resultam da disputa de bola. São premeditadas e visam a imobilizar o adversário, de preferência mandá-lo para fora de campo ou mesmo para o hospital.

Os valores democráticos são negados pelo ethos guerreiro do futebol que se pratica hoje. Os times entram em campo imbuídos de espírito revanchista. Por trás de cada jogador há o jogo de poder dos cartolas. Os atletas valem pelo que representam monetariamente. São tratados como produtos de exportação. E, num mundo carente de heróis altruístas, eles ocupam o vácuo. São idolatrados, invejados, imitados.

Na cabeça de milhares de crianças e jovens, eis um modo de se tornar rico e famoso sem precisar dar duro nos estudos. Basta ter a habilidade de fazer a bola obedecer a vontade que se manifesta nos pés.

Gigante adormecido não é apenas o Brasil. É também a nossa seleção, desde a co nquista do pentacampeonato. Agora ela acorda. Acorda para a Copa de 2014, que terá o Brasil como palco. Alguns bilhões de dólares estão em jogo. Por isso, o que parece uma simples partida entre dois times é, para cartolas e investidores, laboratório destinado a transformar gatos em leões.

O Brasil não pode, em 2014, repetir o vexame de 1950. Naquela Copa, no jogo final, em pleno Maracanã, o Uruguai ganhou do Brasil por 1 X 0. Naquela época, o futebol ainda era esporte. Os estádios não se pareciam a coliseus nem os atletas a gladiadores. E os cartolas torciam mais por seus times que por suas contas bancárias.

Bons jogadores não brotam de um dia para o outro. São preparados desde a infância. Os clubes mantêm escolinhas de futebol. Muitas exigem dos alunos frequência à escola formal e boas notas. Isso é bom. Mas não o suficient e. Essas crianças deveriam também aprender o que significa ética nos esportes. Valores e direitos humanos. Para que, mais tarde, alucinadas pela fama e pela fortuna, não se transformem em monstros suspeitos de cumplicidade com traficantes e de homicídios hediondos.

Alguém já refletiu em que medida o bullying, que tanto assusta as escolas, é reflexo do que se passa em nossos estádios? Onde falta educação campeia a perversão. Se a lei do mais forte é o que predomina aos olhos da multidão, como esperar uma atitude diferente de crianças e jovens carentes de exemplos de generosidade e solidariedade?

Nosso futebol, tão bom de bola, não estaria ruim da cabeça? Não teria se transformado num imenso cassino monitorado por quem angaria fortunas? Faz sentido, num país civilizado, atletas, símbolos de vida saudável, posarem de garotos-p ropaganda de bebidas alcoólicas?

Há que escolher entre Olímpia e Roma, maratona e coliseu. E conhecer a diferença entre os verbos disputar e aniquilar.


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Galera, amanhã tem eleição, alguns votam em quem acredita, outros não, então peço aos que não votam com sériedade que a usem pelo menos uma vez. O Brasil só vai mudar quando o POVO brasileiro resover mudar. Não deixem que comprem seu voto, o Brasil tem solução.