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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dinorah Marzullo - Um estrela

Falando de Mulheres, Vou homenagear uma grande atriz, que o Brasil merecer assistir ao sábado a noite no Zorra Total apesar do programa ser ruim.




Dinorah marzullo não é apenas uma mulher com os cabelos grisalhos, além de exelente atriz é mãe da Grande Marília Pêra e Sandra Pêra, grandes atrizes não pelo seu própio talento, como pelo o talento herdado da mãe.
Atualmente ao vigor de seus 91 anos ainda lúcida(até mais que eu), atua ao lado do seu neto, Ricardo Graça Mello, filho da Marília Pêra. A própia Dinorah é filha de artista, sendo sua mãe a atriz Antônia Marzullo, que atuou no filme clássico, O Homem que comprou o mundo (1968). È pelo visto estar no DNA a sua linhagem artística.
Essa Brava Mulher só poderia ser ariana!

(Dinorah com filhas e netos)

(E com a filha Marília Pêra)

Mulheres, elas estão aí e alí!!!


Segue abaixo a entrevista com a Deputada Federal Alice Portugal única deputada mulher reeleita pela Bahia, ele é presidente da bancada feminista no congresso.

A entrevista foi concedida ao portal Bahia Notícia do jornalista político Samuel Celestino.

Bio- Farmacêutica e Bioquímica pela UFBA, líder estudantil e sindical, Alice é eleita deputada estadual em 1994 e reeleita em 1998. Faz história no combate ao esquema carlista, sendo várias vezes premiada pela imprensa por sua atuação. Na Assembleia Legislativa, Alice exige a abertura de diversas CPI´s, como as que investigam as fraudes no SUS e Fundef, a extinção do IAPSEB, as irregularidades do Planserv, o rombo do SAC e prostituição infanto-juvenil na Bahia. Denuncia os processos de privatização da Coelba, do Baneb, de hospitais públicos e a extinção da Bahiafarma. Propõe a recriação da Fundação Baiana de Amparo à Pesquisa (FAPESB), a criação do Conselho Estadual do Direito da Mulher. Rebela-se contra toda opressão aos negros, índios e mulheres. Representa com altivez a luta dos professores, estudantes, profissionais de saúde, das mulheres e servidores públicos. Eleita Deputada Federal em 2002, com mexpressiva votação, reeleita em 2006 e novamente reeleita em 2010 com 101.588 votos.

Bahia Notícias: Qual a importância de ser a única mulher que conseguiu se eleger deputada federal na Bahia?

Alice Portugal: Em primeiro lugar é a garantia de que a voz da mulher esteja presente nos espaços de poder. Obviamente, no Brasil nós temos uma sub-representação das mulheres. O Brasil passa vexames internacionais quando comparado a países como Paraguai, Namíbia, Moçambique e a Espanha, onde 50% do parlamento é para cada gênero. A Argentina tem 46% do parlamento composto por mulheres. Então, não é possível que um país onde você tem 52% do eleitorado feminino, onde as mulheres são a maior parte dos aprovados em concursos públicos, onde a maioria dos professores universitários brasileiros é de mulheres, você ter uma sub-representação de 8% no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados. E aqui na Bahia, nessa nossa chapa, nós tínhamos três mulheres candidatas, e somente eu em condição de eleição. E uma eleição muito disputada com, literalmente, homens fortes.

BN: Podemos dizer então que a senhora é a “deputada Luluzinha”, infiltrada nesse verdadeiro "Clube do Bolinha"?

AP: Talvez uma figura colorida. Interessante, né? Mas, na verdade, o jogo é muito mais bruto do que as cores dessa comparação infantil, porque nós enfrentamos o poder econômico, as corporações, os candidatos que têm figuração institucional, digamos assim, e obviamente as ideias de uma mulher já não são muito financiáveis, na política, porque nós fomos adestradas a falar mansinho e chorar baixinho, e estar atrás do grande homem. E ainda mais uma mulher que mantém vínculos com o movimento social, mantém coerência, apoia e critica, então isso tudo me coloca naquele rol dos que não têm grandes apoios financeiros. Então, o grau de dificuldade é duplo, por ser mulher e por ser coerente com a minha origem.

BN: Você tem uma história de luta acadêmica, uma militância dentro da Universidade que todo mundo conhece, e você falou agora da questão da força, do embate que houve até chegar à candidatura. O PCdoB é aliado do PT já de algum tempo. A gente sabe que há divergências ideológicas, mas caminham juntos nesse período. Mas, antes da campanha, dentro da Academia, houve um problema na UFBA entre PT e PCdoB, para a eleição do DCE, e dizem que isso se transferiu para os partidos. Como é que está, intimamente, a relação do PT com o PCdoB?

AP: Não. O PT e o PCdoB são aliados estratégicos de primeira hora. O PCdoB é o único partido nessa frente ampla, de 11 partidos, que apoia a candidata Dilma Rousseff, que esteve com Lula desde 1989. Nós estamos juntos há muito tempo. Digamos que somos primos carnais, porque viemos mesmo todos, e somos ramos da esquerda tradicional brasileira, constituída a partir de 1922 com a criação do velho Partido Comunista, e cada um se diversificou. O PT nasceu como um partido de massas. Você tem várias tendências. Ele tem o nome de partido, mas é uma federação opinativa. O PCdoB não tem esse perfil de partido único, que tem divergências internas, ênfases, mas não tem grupos. Talvez até pela sua própria dimensão. Mas acima de tudo pela sua natureza essencial, como partido de esquerda. Então, na Universidade, é obvio que ali é a manifestação juvenil das opiniões políticas. É a grande escola da política. A vida acadêmica, a vida nos grêmios. É um processo de um ensaio de ganhar e perder, de assumir posições da maior importância. E há divergências, há disputa daquele micropoder. Na minha opinião, isso é saudável. Às vezes isso resvala para práticas condenáveis, e que são espelhos do que acontece na própria sociedade.

BN: Houve brigas, invasões, depredação do patrimônio público...

AP: É. Isso ocorreu, mas não foi transferido para o mundo cá fora. E nem arranhou as candidaturas do PT, ou a minha, na Universidade. Eu que tenho a honrar de ter o eleitorado juvenil majoritário.



BN: O PCdoB baiano cresceu uma cadeira tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados. E o partido que cresce, é legítimo, busca pleitear mais espaço no governo, ou mesmo crescer politicamente. Queria saber se o PCdoB pretende aumentar seu espaço no Governo Wagner e se, em 2012, pretende lançar candidatura à Prefeitura de Salvador, como quase ocorreu em 2008, quando a vereadora Olívia Santana chegou a ser cogitada para disputar as eleições municipais.

AP: Em relação a espaços, é óbvio, que quando você constitui uma frente, como essa que levou Wagner à vitória no primeiro turno, nós sabemos que a constituição do governo será garimpada dentro dessa frente. E isso tudo se dá com o mecanismo da proporcionalidade dessas partes constitutivas e também das competências. E eu aposto muito, inclusive, nesse segundo item. E eu espero que, nesse segundo governo, que ele tenha cada vez mais relevância. E é óbvio, o PCdoB buscará os seus espaços, a participação, mas nós não temos aquela ação predatória de ter que ter, não é? De fazer a conta e exigir, porque nós achamos que tem um projeto em construção. E nós estamos bem alocados dentro do projeto. E agora vamos ver, né? Crescemos. Vamos ver o que é possível... Nós crescemos, mas a frente também cresceu. Com a saída de Geddel [Vieira Lima] e o rompimento com o PMDB, outras forças vieram, para fazer essa conjugação que levou a vitória de Wagner no primeiro turno e, obviamente, essa matemática da política terá que se realizar.

BN: E 2012?

AP: 2012, é possível. Tudo é possível. Agora estamos em um período em que a democracia no Brasil sai da adolescência e começa a amadurecer. E uma cidade, com segundo turno, as forças políticas precisam se mostrar. Então, possivelmente, pelo menos em termo de pré-candidaturas, é certo que os nomes sejam apresentados.

BN: Nessas eleições, observamos algumas alianças políticas que não tinham nenhum caráter ideológico, como por exemplo, Rui Costa (PT) e João Carlos Bacelar (PTN). É o fim da ideologia na política?

AP: Não creio.

BN: O PCdoB ainda é comunista?

AP: Sim, sem dúvida. Sem dúvida. O partido defende o sistema de organização social do socialismo, com a ideia do fechamento, da diminuição da diferença das classes sociais, ou seja, do fechamento do leque das classes sociais. Essa é a nossa visão ideológica, de que as pessoas valem pelo que são, e não pelo que têm. E, portanto, a sociedade dos comuns. Nós defendemos isso. Mas sabemos que vivemos uma etapa de construção da democracia e, ao mesmo tempo, onde o sistema econômico é capitalista. Evidentemente, nas regras do jogo que estão postas, as alianças acontecem pelo próprio objeto da sobrevivência política de uma ideia como a nossa. E, evidentemente, eu não condeno as alianças com orientações políticas diferenciadas. Agora, contanto que compreenda-se aliança como é o objeto: põem-se e tira-se, sem matar a essência do que cada partido é. As alianças são necessárias, mas não podem depor contra a sua identidade original.

BN: Mas deve ser dureza, né, estar na mesma chapa do PP de Paulo Maluf e Otto Alencar?

AP: Olha, é evidente, mas mais duro ainda seria Jaques Wagner perder as eleições e devolvermos o Estado ao carlismo. Então essa aliança, na regra do jogo montada, o vetor é para cima. É para a manutenção de um processo de modificações políticas e acima de tudo de quebra de um controle único, que foi o que existiu durante 40 anos na Bahia. Portanto, eu apoiei a aliança. Não obstante, tenha sido eu a autora da CPI do SUS contra Otto Alencar, quando ele foi secretário de Saúde. E ele me chamava de "ararinha azul". Dizia que eu era uma ave de bela plumagem, canto mavioso, mas em extinção. Hoje de manhã ele disse “não tá em extinção”, e eu disse “é, e reproduzi votos”. [risos]

BN: Dilma Rousseff era a pessoa mais preparada [da esquerda] para assumir a Presidência da República?

AP: A natureza feminina da Dilma é mais uma quebra de preconceito no país. Elegemos um operário e agora estamos nos propondo a eleger uma mulher, em um país em que a República foi proclamada por marechais. Dirigida várias vezes por generais. Nós, mulheres, tivemos a cidadania retardada. Somente em 1932 tivemos direito a votar, e agora uma mulher pode ser eleita. Somente isso já é um grande feito. Nas outras agremiações teríamos outros grandes nomes? Teríamos. E esse foi o grande debate, porque o Lula disse “olha, o PT tem diversos nomes”. Tem Marta e Eduardo Suplicy, tem Mercadante. O PCdoB tem Aldo Rebelo. O PSB tem Ciro Gomes. Se cada um lançar o seu, o projeto está derrotado. Então, disse Lula, eu apresento o nome da ministra que, enquanto eu buscava divisas, negócios e popularidade, segurou o governo. Que já governa. Apresentou a Dilma como sua principal ministra, sua principal executiva. A Dilma não é uma palanqueira. Não mimetiza as multidões, não obstante esteja aprendendo rápido. Mas ela é a garantidora da manutenção do projeto e esse foi o acordo entre todos os partidos. Portanto, é isso que nos une. Ela é a representante da manutenção de um projeto que nós conseguimos afirmar em oito anos.

BN: Caso Dilma consiga se eleger, ela encontrará um ambiente mais favorável para governar do que Lula encontrou no Congresso Nacional. Lula, desde o início dos seus oito anos de governo, tem um programa de reforma estruturante do país – política, tributária etc. Agora, com o cenário favorável, torna-se um compromisso maior fazer essas reformas?

AP: Na minha opinião, sim. Ela própria tem verbalizado isso. Ela coloca com clareza a necessidade de reforma tributária, que eu também acho necessária, porque os municípios estão cada vez mais em situação de sufoco financeiro, dentre outras questões da própria carga tributária do país. A reforma política é uma necessidade, não é? Ela tem tudo para realizar essas reformas.

BN: O tema religião foi decisivo no primeiro turno das eleições presidenciais e também tem tomado conta da cena política nesse segundo turno. O que a senhora pensa com relação à exploração política desse tema?

AP: Eu acho dramática, atrasada, e acho que é algo que chega à beira do fundamentalismo e que isso não agrega para um país que se abriu. Para um país que, no século 21, no ano de 2010, você centrar o debate sobre os rumos do país em opções que são absolutamente recônditas e individuais. É uma exploração indevida e o uso da circunstância, de um grau de informação raso de uma parte da nossa população. E eu espero que a gente consiga superar essa fase e fazer o debate real da perspectiva do povo brasileiro, e não das questões de foro íntimo. O que temos que fazer é, cada vez mais, afirmar a laicidade do estado brasileiro. Somos um estado laico, onde é possível conviver com todas as etnias, todas as religiões, com um processo não só de tolerância, mas de respeito. Até porque eu não quero ser tolerada, eu quero ser respeitada. Infelizmente, o setor neoliberal esconde a sua natureza levando um debate que joga o país em um abismo. Haja vista as teocracias de hoje, e de sempre.

BN: A senhora se considera feminista?

AP: Sim.

BN: Jaques Wagner disse recentemente, no Hotel Pestana, que o aborto é uma prática abominável e que em momento nenhum a candidatura de Dilma clamou pela liberação do procedimento. A senhora, enquanto feminista, comunista e mulher, qual é a sua posição em relação a esse tema que tem sido tão explorado?

AP: Se chegar sangrando no hospital, prende ou atende? Eu defendo que atenda. Por isso, não se pode criminalizar algo que, no Brasil, todo mundo sabe que acontece. Mas a decisão é de foro íntimo. Por que não se legisla sobre o corpo do homem? Por que a Dilma está sendo incitada a falar só sobre o aborto? Ninguém em sã consciência defende o aborto. O aborto é uma última circunstância, que a mulher fica marcada no físico e na alma por sua realização. É preciso educar sexualmente os casais para se evitar a gravidez indesejada e a gravidez precoce. Não posso responder com sim ou não essa questão, porque nenhuma mulher gostaria de fazer o aborto, ou planeja fazê-lo. Planeja ter prole. Então, nesse sentido que é perverso esse debate. Eu defendo que, no Brasil, haja uma política de saúde que garanta atender quem chega em condição de aborto. Não é fazendo proselitismo do aborto. O que não podemos é ignorar a sua existência, porque isso é hipocrisia e eu não comungo com isso.

BN: A senhora, enquanto congressista, se chega um projeto para descriminalizar o aborto, vota contra ou a favor?

AP: Hoje não há projeto na Câmara dos Deputados sobre aborto. Houve um debate de um projeto, que morreu na Comissão de Seguridade Social, da qual não sou membro, mas eu não posso concordar com a ação fundamentalista de nominar mulheres que fizeram aborto, como no Mato Grosso do Sul, ou, lamentavelmente, criminalizar. Eu, como farmacêutica bioquímica, uma certa vez, em estágio no velho Hospital Getúlio Vargas, fui colher o sangue de uma menina que chegava com uma agulha de tricô no útero. Um dos médicos tremeu e disse: "eu não posso atender aborto. É crime". E então uma médica pegou a criança de 13 anos nos braços e atendeu. Correu o risco. Então, prende ou atende? Tem que atender. São milhões de mulheres que realizam essa prática. Enquanto não resolvermos o problema da causa, que é a desinformação, o efeito não será resolvido. Então, não se pode estigmatizar isso e eu não tenho medo desse debate.

BN: A senhora é a favor da união civil para casais homossexuais?

AP: Eu sou a favor. Acho que, no Brasil, se deve respeitar a opção de cada um. É preciso que haja pactos jurídicos para a convivência de pessoas que optam por essas conjugações.

BN: Em linhas gerais, o que a deputada Alice acha que falta para o Brasil se tornar o País das Maravilhas?

AP: [Risos] Paz social. Saúde democratizada, com acesso para todos. E acima de tudo educação para a juventude. Educação é tudo. Prioridade no investimento na educação. Todos esses temas que nós tratamos aqui, da historicidade do país à condição de cada ser humano, seria resolvido se a escola tivesse a primazia do principal espaço de vivência, como bem disse o baiano de Caetité, Anísio Teixeira, antes mesmo de Paulo Freire e Florestan Fernandes. Anísio que, por sinal, deveria ser mais homenageado.


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Mulheres governam apenas 14 países do mundo, diz ONU

A possibilidade de se tornar uma chefe de Estado ou de governo ainda é rara para as mulheres na maioria dos países. Apenas 14 mulheres em todo o mundo estão nessa posição atualmente, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira (20), em Nova York (EUA).

MULHERES NO PODER

  • 14

    mulheres são chefes de Estado ou de governo no mundo

  • 12

    era o número de mulheres no poder em 1995

  • 17%

    das vagas nos parlamentos são ocupadas por mulheres

  • 29%

    porcentagem de mulheres nos parlamentos europeus

  • 23

    número de países em que há mais de 30% de mulheres nas câmaras

ONU

Nos últimos 15 anos, a partipação das mulheres como chefes de Estado ou governantes não mostrou aumento expressivo: em 1995 havia 12 mulheres nessa posição e em 2009 o número passou para 14. Nesse período, exemplos notáveis incluem a eleição de mulheres para governos ou chefes de Estado na Islândia (Jóhanna Sigurðardóttir) em 2009, no Haiti (Michele Pierre-Louis) e na República da Moldávia em 2008, na Argentina (Cristina Kirchner), Índia (Pratibha Patil) e Ucrânia (Yulia Timoshenko) em 2007, no Chile (Michelle Bachelet) em 2006 e na Alemanha (Angela Merkel)e na Libéria (Ellen Johnson Sirleaf) em 2005.

Em um ranking divulgado este mês pela revista americana Forbes, Angela Merkel, chanceler da Alemanha, aparecia como a quarta mulher mais poderosa do mundo --atrás de Michele Obama, primeira-dama dos Estados Unidos, considerada a mais poderosa.

A média de poder feminino também é baixa nos ministérios em todo o mundo, onde, em média, apenas um em cada seis ministros é do sexo feminino (17%), segundo registro de 2008. O número é baixo, mas representa um avanço perto dos 8% registrados em 1998.

Parlamento

Embora as mulheres constituam cerca da metade do eleitorado e tenham conquistado o direito de votar e ocupar cargos em quase todos os países do mundo, elas também continuam sendo sub-representadas nos parlamentos nacionais.

Nos últimos anos, houve uma melhora lenta e constante na representação das mulheres nos parlamentos nacionais em todo o mundo. Em 1995, as mulheres ocupavam uma média de 10 % das cadeiras das câmaras -- este valor aumentou para 17% até abril de 2009.

Desde 1995, todas as regiões do mundo têm mostrado progresso em promover o equilíbrio de gênero nos parlamentos nacionais. Em todas as sub-regiões da África e em quatro de cinco sub-regiões da Ásia, a proporção de mulheres no parlamento dobrou ou mais que sobrou. A maioria dessas sub-regiões tinha em 1996 menos de 10% de integrantes mulheres. A exceção é a Ásia Ocidental, onde a representação feminina aumentou de um nível muito baixo – 4% em 1995 – para cerca de 9%. O sul da Ásia teve uma melhora particularmente notável, devido a intervenção dos governos que através da legislação adotaram medidas como adoção de cotas e reserva de cadeiras. Quatro dos nove países da sub-região adotaram a política de cotas: Afeganistão, Bangladesh, Nepal e Paquistão.

A Europa Ocidental tem a maior representação, mais de 29%. Na África do Sul, no Sudeste Asiático, na América do Sul e outras regiões desenvolvidas fora da África, a representação feminina alcançou ao menos 20%.

Em apenas 23 países as mulheres têm participação expressiva – mais de 30% das cadeiras – no parlamento, nas câmaras baixas ou em países de câmara única. O número ainda é baixo, mas expressivo se comparado à marca de 1995: apenas cinco países.

Os países que atingiram a marca dos 30% estão bem distribuídos no espectro do desenvolvimento: nove deles estão na Europa Ocidental e sete na África Subsaariana. A maior proporção do mundo foi registrada em Ruanda, que realizou eleições em 2008. O país se tornou o primeiro da história a atingir o equilíbrio de gênero no parlamento nacional (56% - um aumento significativo comparado aos 17% de 1995). O motivo apontado pelo relatório da ONU são os esforços para promover o equilíbrio de gênero durante a reconstrução do país após a guerra e também o fato de que a maioria dos sobreviventes foram mulheres.

Além da Ruanda, outros sete países registram ao menos 40% de mulheres no parlamento: Argentina, Cuba, Finlândia, Islândia, Holanda, África do Sul e Suécia.

No oposto da inclusão, em 2009 seis países ainda não tinham nenhuma mulher no parlamento: Belize, Estados Federados da Micronésia, Omã, Qatar, Arábia Saudita e as Ilhas Salomão.

Na chefia dos parlamentos, em 2009, apenas 21 de 179 câmeras baixas ou únicas no mundo e 10 de 73 câmeras altas eram presididas por mulheres. A maior concentração foi encontrada em países desenvolvidos, onde 14 mulheres chegaram à presidência das câmaras alta, baixa ou única.


Fonte:

sábado, 16 de outubro de 2010

Christopher Lloyd - De volta para o futuro.


Eis sim, Christopher Lloyd, um grande homem.

Hoje presto minha homenagem ao Christopher Lloyd, um grande ator e diretor que o mundo tem talvez vocês que lêem esse texto não sabem quem é o Christopher, mais com certeza quem têm mais de 18 anos (acho que estou exagerando) vocês que têm mais que 16 anos já devem ter assistido De volta para o futuro, o I, II ou pelo menos o III.

Apesar de o primeiro filme foi em 1985, o segundo em 1989 e o terceiro em 1990, todos a partir dessa idade devem ter assistido na Seção da Tarde, por a Globo sempre reprisou, coisa que ela bem sabe fazer. Digo de passagem o filme A lagoa azul. E digo isso porque eu mesmo que vos escrevo, só tenho 18 anos e já assistir os três filmes na seção da tarde. E agora estou a procura desses em DVD para minha coleção particular de filmes Clássicos, ou como diz a Juliana uma amiga minha, filmes “cults”.

Mais voltando ao assunto, essa é minha pequena Homenagem ao grandioso Christopher Lloyd, que aos 71 anos estar em plena atividade, por falar em idade no dia 22 de outubro ele faz 72, com muita saúde e trabalho digno, como foi de um Oscar. E como sempre achei o artista ou mesmo o ser humano tem que receber homenagens quando vivo, por que depois de morto nada mais á, do que a lembrança e a alma, para quem acredita.

Ramon Morays

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Filmes "Clássicos" pornô

Desde que cinema virou vício, passaram-se a existir filmes clássicos. pois é, na pornografia também, desde de que se criou filmes pornô, que existe pornô-clássico.
Vejam algums exemplos:







domingo, 10 de outubro de 2010

Geração coca-cola

Hoje é dia 10/10/10 mais que um dia de números consecultivos, hoje nosso saudoso Renato Russo faz 14 anos que nos deixou. Infelizmente é a vida, onde os mestres partem e deixam o seu expemplo!
Viva ao Renato Russo!
"...è só amor, que conhece o que é verdade.."

sábado, 9 de outubro de 2010

"SEM TITULO"

O que se faz da vida quando um sentimento toma todo seu peito e não te deixa respirar de tão intenso? As musiquinhas feitas por quem finge entender o que você sente não colam mais, e o desespero toma conta de você que já não sabe como comandar seu próprio corpo. A insegurança cresce sem parar, prende você em casa, ou em algum lugar que te passe a falsa sensação de segurança, você se perde nas mentiras que cria para acreditar que a verdade pertence a você, mas sofre e isso nunca muda, nunca para. Seja sincero com você, isso não vai acabar, nem melhorar com o tempo, mas tente amigo, você não está sozinho, lute pelo direito ser alguém livre de sua fobia, não depende de outra pessoa além de você.

Houve muito sangue pela sua liberdade, não perca para si.

Vinicius Amaral

Èis um "conhecido" deputado!


Jean Wyllys é jornalista, escritor e professor. Ganhou uma vaga na Câmara Federal, quando disputou em 2010 a vaga para deputado federal pelo Psol-RJ. Em 2005, tornou-se conhecido em todo Brasil ao vencer o reality show Big Brother Brasil.





Por que se candidatou pelo Rio de Janeiro ao invés da Bahia, o seu estado de origem?

Primeiro porque o Rio é meu estado de domicílio há quase seis anos. Há quase seis anos vivo e trabalho no Rio de Janeiro. Por isso, filiei-me ao PSOL do Rio. Não vejo problema em um migrante como eu se candidatar pelo Rio, pois o Rio de Janeiro é feito pelos fluminenses, mas também pela massa de migrantes nordestinos e nortistas que também contribui, com seu trabalho e impostos, para a construção do estado. Só para te dar alguns exemplos: a comunidade da Rocinha é quase toda composta por migrantes nordestinos e seus filhos, assim como o são também as comunidades do Complexo da Maré e as cidades da Baixada Fluminense; sem falar nas periferias das cidades de Macaé e Campos, onde há um predominância de migrantes nordestinos, principalmente baianos. Sendo assim, minha candidatura pelo Rio está mais que justificada. Além disso, o Rio sempre foi inclusivo, principalmente em se tratando de eleição e de personalidades da política. Por exemplo, o Rio elegeu Brizola, que era gaúcho de sotaque carregado; elegeu Gabeira, que é mineiro, e elegeu Lindberg Farias, que é paraibano; e, se não estou enganado, meu conterrâneo Jorge Amado se elegeu deputado federal também pelo Rio de Janeiro. Por fim, é preciso que fique claro que um deputado federal, embora represente seu estado de domicílio, deve legislar em nome de todos os brasileiros.

Como professor, uma de suas bandeiras é o progresso do sistema educacional. Como pretende melhorar o ensino no Estado do Rio, que teve o segundo pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), na avaliação do Ministério da Educação, em 2009, à frente apenas do Piauí e empatado com Alagoas, Amapá e Rio Grande do Norte?

Bom, levando-se em conta que o IDEB do Rio ficou, em 2009, com estes valores: 4,7 para o ensino até 4ª série, 3,8 para fundamental e 3,3 para ensino médio, é possível considerar então que o índice no Rio piora à medida que a vida escolar do estudante avança. Sendo assim, pretendo apoiar políticas de educação que ampliem o acesso de mais crianças e adolescentes à escola, mas que, ao mesmo tempo, assegurem que estes não desperdicem tempo com repetências, não abandonem a escola precocemente e, ao final de tudo, aprendam e se transformem em cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres. Pretendo apoiar políticas de educação que façam, da escola, um ambiente que gere criatividade, com tecnologia de ponta e alimentação saudável para atrair o estudante e mantê-lo ali, se possível em tempo integral. E de que maneira virá meu apoio? Através de emendas e principalmente através da pressão para que o governo federal aumente os recursos do PIB destinados à educação.

Você também é um notório militante do movimento gay. Qual será a sua primeira medida em benefício aos gays, negros e às outras minorias que você defendeu em sua campanha?

Antes de ser um “notório” militante do movimento gay, eu sou um defensor dos Direitos Humanos. É como defensor dos Direitos Humanos e das liberdades constitucionais – e, claro, por ser gay assumido, logo, parte de um coletivo com cultura e demandas específicas – que eu abraço as bandeiras do movimento gay. Minha primeira medida será me integrar às comissões de Direitos Humanos e de Educação da Câmara dos Deputados, bem como ampliar a frente parlamentar pela livre expressão sexual, para, a partir daí, legislar em favor das minorias, entre as quais está também o chamado “povo de santo”, tão demonizado e perseguido por cristãos fundamentalistas.

Como pretende garantir aos homossexuais o direito à adoção de crianças?

Há, no Congresso Nacional, um projeto que quer VEDAR a adoção por casais homossexuais. Vou me posicionar contra este projeto. Além disso, sempre que for possível e necessário, vou acompanhar, de perto, os casos julgados pelo judiciário, dando meu apoio e mobilizando a opinião pública.

Por que você acha importante que a legislação mude, permitindo a guarda compartilhada pelos casais gays, ao invés de a criança ser tutelada por apenas um dos dois cônjuges como é praticado atualmente?

Porque, além de ter um impacto positivo na subjetividade da criança adotada ela se saber querida pelos dois pais ou pelas duas mães que a adotaram e não apenas por um deles, uma vez que ambos constam de seu registro, a permissão da guarda compartilhada inclui também o direito patrimonial (pensão, herança, benefícios, acesso) dos dois pais e não apenas do que adotou. É importantíssima essa mudança na legislação. Ela reconhecerá, no âmbito das leis, as diferentes famílias que já existem e constituem nossa sociedade.

Como você vê a comparação com Harvey Milk, primeiro político assumido gay a conquistar um cargo eletivo nos EUA?

Fico lisonjeado na medida em que sou “filho” de Milk, ou seja, do moderno movimento gay. Sem Milk e outros tantos que conquistaram, a duras penas, as liberdades que hoje gozamos, sem eles, Jean Wyllys não seria possível. Não sei de quem partiu a comparação. Considero-a um tanto exagerada, mas ela me deixa feliz porque admiro bastante a trajetória política de Harvey Milk.

Você acha que será preconceituado pelos seus colegas de bancada por ser ex-BBB ou homossexual assumido?

Não. E se por acaso eu for, saberei quebrar esses preconceitos como já quebrei outros tantos. E, como diz a canção, “pátria, família, religiões e preconceitos, quebrou não tem mais jeito”.

Você acredita nos políticos que ocupam os cargos públicos atualmente?

Em alguns sim. É preciso parar de alimentar esse senso comum nefasto de que todo político não presta; é corrupto, quer enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria. Isso não é verdade. Há políticos ruins, mas há muita gente boa, preparada e honesta.

O que você fará se receber uma proposta de corrupção de um colega deputado?

Recusá-la, óbvio, e, se possível, denunciá-lo. Mas tenho certeza que não receberei esse tipo de proposta porque as pessoas sabem de minha retidão de caráter e honestidade. Como se diz lá em Alagoinhas, minha cidade natal, lagartixa sabe em que pau bate a cabeça.

O que você achou do adiamento para as próximas eleições da validação da lei da ficha limpa por parte do Supremo Tribunal Federal?

Lamentável. Se não fosse adiada, o Congresso Nacional talvez estivesse um pouco diferente pra melhor.

O que achou da votação do palhaço Tiririca a deputado federal por São Paulo?

Reflexo daquele senso comum de que falei agora há pouco: de que todo político não presta; é corrupto, quer enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria; de que o Congresso Nacional virou uma palhaçada no pior sentido do termo e um coletivo de gente incompetente e despreparada – senso comum em parte alimentado pelo noticiário, que dá prioridade e ênfase apenas aos escândalos de corrupção, deixando de abordar da mesma forma as ações positivas dos políticos. Mais que expressão de um “cansaço” em relação aos políticos de sempre, a votação do Tiririca é expressão da despolitização ou da compreensão rasa do que é a política por parte das pessoas que votaram nele – pessoas que provavelmente só se envolvem com a política através do CQC. Não me espantaria se descobríssemos que a audiência do CQC em São Paulo votou no Tiririca, pois, para esse programa, apesar de ele fazer uma ou outra denúncia relevante envolvendo governos, a política é apenas motivo de piadas infames.

Você acha que o voto protesto é válido? É um bom instrumento democrático?

Depende do que você entende por “voto de protesto”. Embora se afaste da política e sequer se lembre dos nomes dos candidatos em quem votou na última eleição, a maioria dos eleitores – principalmente a maioria dos eleitores com algum grau de instrução – é ingênua o suficiente para acreditar que, ao desperdiçar seu voto em um candidato bizarro ou votar em qualquer número que lhe vier à cabeça no dia das eleições, ao fazer isso, a maioria acredita que está “protestando contra o sistema” ou “dando uma resposta aos políticos corruptos”. Os jovens, então, são os que mais caem nessa armadilha que é um misto de ignorância, ingenuidade e arrogância, pois, afastados voluntariamente da política e do debate público sobre as questões socioeconômicas e culturais que nos dizem respeito e muito próximos do entretenimento rasteiro, eles acham que a política é apenas alvo de humor. Nada mais perigoso para a democracia do que esse comportamento. Nada mais perigoso para o nosso destino como povo do que banalizar ou desperdiçar o voto acreditando que está fazendo um “protesto”. O verdadeiro e mais eficaz protesto é escolher o candidato que melhor lhe represente por meio da busca por informação nos diferentes canais (por exemplo, por jornais e sites e não só pela tevê); é investigar a vida pública dos candidatos e identificar quais deles trabalhou ou trabalha em função de causas nobres que digam respeito ao bem-estar de todos. Isto, sim, é o grande protesto!

A maioria das pessoas que acompanhou a sua trajetória na tevê durante o BBB e depois quando você se tornou repórter do ‘Mais Você’ não viu as suas aparições no horário eleitoral gratuito. Você acha que está na hora do TSE rever a obrigatoriedade da propaganda eleitoral na tevê? Pretende fazer algo a respeito?

O problema não é a obrigatoriedade do programa, mas o tempo que é destinado para cada partido. Como o tempo é dividido de acordo com as bancadas das coligações no congresso nacional ou assembléias, partidos menores e sem coligações como o PSOL têm pouquíssimo tempo no programa eleitoral e nas chamadas inserções nos intervalos comerciais da tevê. No meu caso, como o Chico Alencar era o puxador de legenda do partido, todas as inserções ficaram pra ele, além de ele ter um tempo bem maior que o meu no programa eleitoral, sendo que a grande maioria desliga a tevê na hora deste programa. Sou a favor do financiamento público de campanha e de regras mais justas na divisão do tempo para contemplar os partidos menores.

O que acha da obrigatoriedade do brasileiro votar?

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto.

E do serviço militar obrigatório?

Também não tenho opinião formada a respeito deste assunto.

Você adotou uma campanha ecologicamente correta, sem uso de cartazes, adesivos ou placas nas ruas. Acha que teria uma votação mais expressiva se tivesse usado todo esse material publicitário?

Sim. Mas se o partido tivesse me dado algumas das inserções ou mesmo tivesse dividido ao meio o tempo de algumas delas entre o deputado Chico Alencar e eu, eu teria uma votação mais expressiva mesmo tendo feito uma campanha ecologicamente correta e, talvez, ajudasse a fazer um terceiro deputado pelo PSOL. Acontece que, para o partido, a reeleição do Chico Alencar era a prioridade.

Você tem alguma proposta que diga respeito à ecologia em sua plataforma política?

Sim. O meio ambiente também está entre as minhas preocupações, mas é preciso entendê-lo como uma teia de relações entre os seres humanos, os animais e os minerais (a água é um mineral, não nos esqueçamos) e entre os seres humanos entre si no tempo e no espaço, e não apenas como o que resta de nossas florestas e espécies em extinção.

Você foi eleito graças à votação de seu colega de partido no Rio, o deputado Chico Alencar, que se reelegeu com 240 mil votos. Acha justo o voto proporcional, que beneficia os candidatos com melhor quociente eleitoral ao invés dos mais votados?

É importante ressaltar que o mandato não é meu, mas do partido, algo já consolidado pela legislação eleitoral e STF. Dessa forma, a eleição não poderia se restringir a um único nome, mas à legenda, como é o caso. A eleição segue uma ordem de votação, por mais que um candidato tenha menos votos que o outro.

Você recebeu 13.018 votos nesta eleição a deputado federal contra mais de 50 milhões de votos quando ganhou o BBB 5. Acha que o brasileiro dá mais importância ao programa do que à política?

Nesta sociedade capitalista e do consumo hedonista, o entretenimento é mais sedutor e prazeroso do que a política, infelizmente. Além disso, o clima de melodrama que envolve os realities, seja por conta das histórias de vida em jogo, seja por conta dos conflitos priorizados pela edição, faz com que as pessoas se envolvam mais com eles do que com processos eleitorais “sem graça”, infelizmente, volto a dizer. Porém, a gente não pode considerar essa atitude das pessoas um mero equívoco. É preciso buscar entender que transformação cultural e nas mentalidades está em curso, quais os impactos políticos dessa atitude. Foi o que eu fiz ao me inscrever no programa.

Passado o assédio inicial após ter vencido o BBB há cinco anos, você voltou à vida pública. Não sentiu receio de se expor de novo?

Eu nuca saí da vida pública. Posso ter me afastado deliberadamente dos programas de auditório e do noticiário das revistas de celebridade para retomar e preservar meu prestígio como professor universitário e jornalista, mas não da vida pública. Continuei escrevendo para jornais e para meu blog e participando de programas de tevê cujo conteúdo tivesse a ver comigo e com meu trabalho. Fiz programa para o Canal Brasil, participei de debates no Futura, no Multishow, no GNT, na Band e na MTV. Quando Veja publicou a entrevista com a psicóloga homofóbica Rozângela (o nome dela é com z mesmo) Justino, fui o primeiro intelectual a contestá-la publicamente e minha resposta circulou por milhares de listas na internet. O problema é que a grande maioria só está interessada em entretenimento da Globo, e, deste, eu me afastei deliberadamente.

O título de ex-BBB ajudou o atrapalhou a sua campanha?

Em minha campanha, não houve qualquer referência ao BBB. É possível que algum candidato a estadual do partido que fez dobrada comigo tenha feito referência ao programa no material em que aparece comigo. Não sei de nenhum, mas é possível. Porém, eu, em minha campanha e em meu material, não fiz qualquer referência e proibi minha coordenadora de fazê-la.

Por que você não aceitou doações de pessoas jurídicas nem a ajuda de militantes pagos em sua campanha?

O PSOL não aceita doações de pessoas jurídicas por entender que esse tipo de doação pode ser o início da corrupção que vigora nos podres executivo e legislativo. Quem “doa “quer um retorno depois. Quanto a pagar militantes, além de eu ter feito uma campanha de pouquíssimos recursos (quase todos meus e de minha coordenadora), não faz qualquer sentido militante pago; militante milita por ideologia e não por dinheiro. Todos que se engajaram em minha campanha fizeram isso por acreditar em mim e na minha causa.

No segundo turno você apoiará Dilma ou Serra?

Vou acompanhar a decisão do partido já que o PSOL tinha candidato próprio no primeiro turno.

Em quem você votará para Presidente?

Vou acompanhar a decisão do partido.

Você entendeu como homofobia e/ou vai fazer algum ato de protesto ao pastor Silas Malafaia? O religioso espalhou 600 outdoors pelo Rio escritos: ‘Em favor da família e da preservação da espécie humana. Deus fez macho e fêmea.’

Sim, entendi como homofobia. E já iniciei o protesto. No Twitter e no Facebook levantei um debate entre meus seguidores e lhes apresentei dois textos meus em que argumento contra o fundamentalismo cristão e sua homofobia. Vi os outdoors quando ainda estava em campanha. Fiquei indignado, mas, naquele momento, não fiz nada porque tinha de priorizar a campanha; alem disso, fiquei esperando que as ONGs LGBTs, OAB, ABI, os intelectuais que estudam gênero e sexualidade, ou mesmo os biólogos darwinistas, os geneticistas e os especialistas em técnicas artificiais de reprodução humana e o Ministério Público se manifestassem. Não se manifestaram. Por quê? Não querem comprar briga com os fundamentalistas? É melhor comprar agora do que esperar para brigar quando eles tiverem transformado o Brasil numa nação cujo estado age em nome de dogmas religiosos. Então, resolvi fazer o que posso no momento.

O que fará após o segundo turno das eleições. Entrará em férias, para descansar do corpo a corpo da campanha eleitoral?

Talvez sim.

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Segue o link da entrevista: http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-eleicoes-2010/11699/