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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Esselentíssimo" Juiz

Certa vez, ao transitar pelos corredores do fórum, fui chamado por um dos juízes ao seu gabinete e ouvi essa história.
- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição!
Estampado logo na primeira linha do petitório lia-se: "esselentíssimo juiz".
Gargalhando, o magistrado me perguntou:
- Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere?
O juiz pareceu surpreso:
- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra excelentíssimo?
Então, expliquei-me:
- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o colega desejava se referir a excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efetivamente é grosseiro. Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras. O certo então seria dizer "esse lentíssimo juiz".
Depois disso aquele magistrado nunca mais aceitou, com naturalidade, o tratamento de excelentíssimo juiz. Sempre pergunta: -Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento ???

*Extraído da Revista da OAB-SC Dezembro/2002 *

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Joãozinho está dentro do carro do seu pai, quando avista duas prostitutas na calçada...

- Pai, quem são aquelas senhoras?

O pai meio embaraçado, responde:

- Não interessa filho... Olhe antes para esta loja... Já viu os lindos brinquedos que tem?

- Sim, sim, já vi.. Mas... quem são as senhoras e o que é que estão fazendo ali paradas?

- São... são. São senhoras que vendem na rua.


- Ah, sim?! Mas vendem o quê?? - Pergunta admirado o garoto.

- Vendem.... vendem... Sei lá... vendem um pouco de prazer.

O garoto começa a refletir sobre o que o pai lhe disse, e quando chega em casa, abre a sua carteira com a intenção de ir comprar um pouco de prazer.

Estava com sorte! Podia comprar 50 reais de prazer!

No dia seguinte vai ver uma prostituta e pergunta-lhe:

- Desculpe, minha senhora, mas pode-me vender 50 reais de prazer, por favor?

A mulher fica admirada, e por momentos não sabe o que dizer, mas como a vida está difícil, ela aceita. Porém, como não poderia agir de forma 'normal' com o garotinho, leva o garoto para casa dela e prepara-lhe seis pequenas tortas bem gostosas de morango e chocolate.

Já era tarde quando o garoto chega em casa.

O seu pai, preocupado pela demora do filho, pergunta-lhe onde ele tinha estado. O garoto olha para o pai e diz:

- Fui ver uma das senhoras que nós vimos ontem, para lhe comprar um pouco de prazer!

O pai fica amarelo:

- E... e então... como é que se passou?

- Bom, as quatro primeiras não tive dificuldade em comer, a quinta levei quase uma hora e a sexta foi com muito sacrifício. Tive quase que empurrar para dentro com o dedo, mas comi mesmo assim. Ao final estava todo lambuzado, melequei todo o chão, e a senhora me convidou para voltar amanhã,mas para ser sincero ao senhor eu só tive prazer nas três primeiras , as outras só comi para mostrar que sou homem mesmo, posso ir amanhã novamente, pai?


O pai desmaiou.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Norah Jones- O mito


Tudo mundo que ouvi Norah Jones, sabe que ela é um mito, consegue ter a sutileza da árvore e o furacão do vento, junto, sem se resplandecer muito. Filha do jazzista indiano Ravi Shankar, Norah Jones começou a carreira no colégio onde estudava, voltado para artes visuais e performáticas. Venceu prêmios estudantis da revista de jazz Downbeat como vocalista e compositora na segunda metade dos anos 90, e se dedicou ao estudo do piano por dois anos antes de entrar para o circuito de bares e clubes de jazz. Contratada pela Blue Note em 2001, lançou o multipremiado “Come Away With Me”, com produção de Craig Street e Arif Martin (que já trabalhou com Aretha Franklin e Dusty Springfield). Entre suas músicas descam-se Until the end, Don't Know why ( talvez a mais conhecida) e Those swee words, que é a minha preferida. Ouvir Norah Jones é uma pefeição, além de linda que é essa mulher, é uma exelente cantora. Aí falo isso por que soube que ela vem fazer uns shows aqui no Brasil.
Ah, se ela me desse bola!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rascunho de um 4 de Outubro

Em 04/10/1992 nascia uma garota chamada Cintia...

Eu fiquei parado diante da tela do PC tentando escrever algo que demonstrasse meu carinho por ela, mas nada de muito belo consegui por aqui. Hoje Cintia completa 18 anos, linda e carinhosa, ela é minha namorada há quatro anos logo será minha noiva e seguiremos o caminho de um casal feliz, mas o que posso colocar aqui para fazer sentido a essa postagem?

Cintia me deu força e coragem quando eu só queria me esconder do mundo, ela me mostrou o mundo de um modo puro e inocente, é o tipo de garota que ganha todos com um sorriso e que mostra ser sincera até o ponto de não ofender MUITO.

Você que é um leitor inteligente deve estar se perguntando o que realmente eu quero falar com essas palavras sem muito nexo e mal organizadas, sinceramente eu não tenho muita noção do que posso fazer aqui além de confessa a você meu amigo que Cintia é minha amada, eu amo essa garota mais do que eu mesmo, pois ela mudou minha vida mudou meu pensar e agir, é verdade que apesar disso eu errei com ela assim, como todo homem já errou com seu amor, mas me dou por inteiro e tento criar um mundo fantasia para uma garota que não existe para mais ninguém.

Poderia ser rico, dono da mais brilhante estrela, mas sem minha amada ao meu lado até mesmo a mais bela luz torna-se refugio do caos de um homem sem amor.

AMO-TE CINTIA!

Vinicius Amaral

Dia 4 de outubro- 1 ano do blog

Hoje é dia 4 de outubro, um dia especial para mim, e para o Brasil, não por que ontem foi eleição e muita gente boa ganhou, mais visto que hoje o Blog Ensaio Por 3 faz aniversario, e com velas e cantigas parabenizamos o blog. Que é construído por Ramon Morays, Vinny Amaral e Will Campos, e claro todos vocês. Meu Obrigado.

Um Blog meu, um Blog seu.

A EQUIPE DO BLOG

sábado, 2 de outubro de 2010

Viva ao estúpido.

FREI BETTO

"Onde falta educação campeia a perversão"

Neymar tem 18 anos de idade. É uma revelação como jogador de futebol. Joga pelo Santos, o mesmo time que projetou Pelé. E joga bem, muito bem. A diferença entre ambos é que Pelé procedia com educação em campo.

Neymar é rebelde. Não entra apenas para jogar. Entra para lutar: xinga o técnico, os adversários, até os parceiros de time. Neymar tem pavio curto. Age na base do olho por olho, dente por dente. Não se conforma de a bola não ser só dele.

O então técnico do Santos, Dorival Júnior, em seu papel de educador (como todo técnico deveria fazer), puniu Neymar por mau comportamento. Por falta de ética, suspendeu-o de jogo. De um jogo importante, contra o Corinthians, em 22 de setembro. A diretoria do Santos, em vez de apoiar o técnico, decidiu apoiar Neymar. Foi como se a escola expulsasse o professor ofendido pelo aluno.

Dorival Júnior foi demitido e Neymar, escalado para o jogo contra o Corinthians. Adiantou pouco. Neymar não fez gol e o Corinthians ganhou por 3 X 2.

Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, fez o que o Santos deveria ter feito: puniu o jovem atleta. Mostrou-lhe os limites. Se Neymar quer ver seu talento brilhando nos jogos, terá que aprender a dominar sua fúria. Aprender a saber perder. E admitir que ele pode muito. Mas não pode tudo.

O futebol já foi esporte. Hoje, é competição. Já foi arte. Hoje, é violência. Já foi fator de integração social. Hoje, acirra disputas entre torcidas enfurecidas. Os estádios, em dia de jogo, parecem penitenciárias em dia de visitas. Policiais por todos os lados, torcedores revistados, armas apreendidas.

Os jogadores mais se parecem atletas de luta-livre. Entram em campo para trucidar o adversário. Predomina a agressão verbal e física. As faltas não resultam da disputa de bola. São premeditadas e visam a imobilizar o adversário, de preferência mandá-lo para fora de campo ou mesmo para o hospital.

Os valores democráticos são negados pelo ethos guerreiro do futebol que se pratica hoje. Os times entram em campo imbuídos de espírito revanchista. Por trás de cada jogador há o jogo de poder dos cartolas. Os atletas valem pelo que representam monetariamente. São tratados como produtos de exportação. E, num mundo carente de heróis altruístas, eles ocupam o vácuo. São idolatrados, invejados, imitados.

Na cabeça de milhares de crianças e jovens, eis um modo de se tornar rico e famoso sem precisar dar duro nos estudos. Basta ter a habilidade de fazer a bola obedecer a vontade que se manifesta nos pés.

Gigante adormecido não é apenas o Brasil. É também a nossa seleção, desde a co nquista do pentacampeonato. Agora ela acorda. Acorda para a Copa de 2014, que terá o Brasil como palco. Alguns bilhões de dólares estão em jogo. Por isso, o que parece uma simples partida entre dois times é, para cartolas e investidores, laboratório destinado a transformar gatos em leões.

O Brasil não pode, em 2014, repetir o vexame de 1950. Naquela Copa, no jogo final, em pleno Maracanã, o Uruguai ganhou do Brasil por 1 X 0. Naquela época, o futebol ainda era esporte. Os estádios não se pareciam a coliseus nem os atletas a gladiadores. E os cartolas torciam mais por seus times que por suas contas bancárias.

Bons jogadores não brotam de um dia para o outro. São preparados desde a infância. Os clubes mantêm escolinhas de futebol. Muitas exigem dos alunos frequência à escola formal e boas notas. Isso é bom. Mas não o suficient e. Essas crianças deveriam também aprender o que significa ética nos esportes. Valores e direitos humanos. Para que, mais tarde, alucinadas pela fama e pela fortuna, não se transformem em monstros suspeitos de cumplicidade com traficantes e de homicídios hediondos.

Alguém já refletiu em que medida o bullying, que tanto assusta as escolas, é reflexo do que se passa em nossos estádios? Onde falta educação campeia a perversão. Se a lei do mais forte é o que predomina aos olhos da multidão, como esperar uma atitude diferente de crianças e jovens carentes de exemplos de generosidade e solidariedade?

Nosso futebol, tão bom de bola, não estaria ruim da cabeça? Não teria se transformado num imenso cassino monitorado por quem angaria fortunas? Faz sentido, num país civilizado, atletas, símbolos de vida saudável, posarem de garotos-p ropaganda de bebidas alcoólicas?

Há que escolher entre Olímpia e Roma, maratona e coliseu. E conhecer a diferença entre os verbos disputar e aniquilar.


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Galera, amanhã tem eleição, alguns votam em quem acredita, outros não, então peço aos que não votam com sériedade que a usem pelo menos uma vez. O Brasil só vai mudar quando o POVO brasileiro resover mudar. Não deixem que comprem seu voto, o Brasil tem solução.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Acorda Brasil!!!!




Desde o início da propaganda eleitoral na TV, o palhaço Tiririca, nome artístico do humorista Francisco Oliveira Silva, de 45 anos, candidato a deputado federal em São Paulo pelo PR, repete dois slogans que viraram as marcas de sua campanha. O primeiro é “Vote em Tiririca. Pior que está não fica”. O segundo é “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto”.

O próprio sucesso eleitoral de Tiririca, um dos prováveis campeões de voto para deputado federal, sugere a nulidade do primeiro bordão. Com uma campanha rica e organizada, Tiririca é incapaz de defender ou formular minimamente qualquer proposta e debocha acintosamente do sistema eleitoral.

Cerca de 60% dos eleitores acham que arrumar emprego, ajudar aliados e promover eventos de lazer são funções de um deputado federal

13% valorizam em primeiro lugar os parlamentares que estudam e participam das votações importantes do país

73% afirmam que o total de deputados federais e senadores da República deveriam diminui.

Estima-se que, em números absolutos, Tiririca poderá ser o parlamentar mais votado do Brasil, com potencial para atingir mais de 1 milhão de sufrágios. Esse índice seria suficiente para levar em sua garupa mais quatro ou cinco deputados para Brasília, beneficiando candidatos menos votados da coligação, que inclui PT, PCdoB, PRB e PTdoB.

Enquanto o primeiro bordão de Tiririca tende a ser desmentido pelos fatos, o segundo resume com precisão um tipo de deficiência que parece generalizado entre os eleitores. Uma pesquisa inédita feita pelo Ibope sobre o grau de conhecimento a respeito das funções de deputados e senadores mostra exatamente aquilo que Tiririca não para de repetir: a maior parte das pessoas aptas a votar não sabe bem ao certo para que serve um congressista.

O questionário da pesquisa foi elaborado por ÉPOCA com o auxílio do cientista político Fernando Abrucio e de profissionais do Ibope. A pesquisa mostra que a maioria dos eleitores é capaz de identificar corretamente algumas atribuições dos parlamentares. Quase 90% concordam que “votar pela criação ou reforma de leis” é função de um deputado. Além disso, 83% responderam positivamente à questão sobre a fiscalização do governo federal pelo Legislativo. Mas, em geral, prevalece na cabeça do eleitor a confusão.


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A pesquisa diária Tracking Vox Populi/iG/Band desta terça-feira 28 não mostrou grandes mudanças em relação à da segunda-feira 27. A candidata Dilma Rousseff (PT) manteve-se estável e registrou 49% das intenções de voto. José Serra (PSDB) oscilou um ponto para cima e chegou aos 25% e a “onda verde” de Marina Silva (PV) teve uma leve freada e a candidata oscilou um ponto percentual para baixo, registrando 12%. Plinio Arruda Samapaio continua com 2% das intenções de voto.

Os demais não pontuaram.

A margem de erro da amostra é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Indecisos estão em 8% e brancos e nulos, 4%. São entrevistadas diariamente 2.000 pessoas para a amostragem.


E você já decidiu? Já analizou as propostas dos 4 principais candidatos? então decidade lembre-se que ele gorvernará seu país, por 4 anos.

Abaixo os candidatos por ordem de intenção de votos segundo a pesquisa acima, seu partido e seu numero eleitoral. Antes de voltar analize as propostas e biografia na internet.

Dilma-PT 13


Serra-PSDB 45

Marina- PV 43

Plinio- Psol 50

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Galera encontrei um site bacana do professor de comunicação e Ciêntista politico Wilson Gomes:

http://wilsongomes.com.br/

domingo, 26 de setembro de 2010

Luís - O poeta erudito


Hoje acabei de terminar minha leitura, o livro Mais que sempre, é do Poeta e Professor universitário bahiano Luís Antonio Cajazeiras Ramos. Adorei o livro! Apesar de conter uns poemas um pouco vulgar ele sabe como prender a atenção do leitor, isso é o importante.
Abaixo a Biografia do Autor e um poema seu.

Luís Antônio Cajazeira Ramos nasceu em 12 de agosto de 1956 em Salvador, onde ainda mora. É professor da UCSAL (onde é formado em Educação Física e Direito), funcionário do Banco Central do Brasil, membro da OAB, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e conselheiro editorial da revista Iararana. Tentou ainda os cursos de Engenharia Elétrica e Agronomia, ambos na UFBA, mas os abandonou. Possui poesias em muitas antologias e sempre está a publicar resenhas e poesias em periódicos, cuja listagem de tudo pode ser facilmente encontrada por meios virtuais. Por livros de poesia começou com “Tudo Muito Pouco” em 1983, livro que boa parte da impressão foi queimada pelo autor. Voltou com “Fiat Breu” em 1996 e “Como Se” em 1999, que lhe rendeu menção honrosa do prêmio nacional Cruz e Sousa. Em 2002 saiu “Temporal Temporal”, que recebeu o prêmio Gregório de Matos promovido pela Academia de Letras da Bahia, e em 2007 lançou “Mais que Sempre”, sendo este uma coletânea feita por Cajazeira para comemorar seus cinqüenta anos, acrescido de
alguns novos poemas.


Basta, Coração!

Onde jaz, coração, meu peito é morto.
Uma pétala pálida - eis a pele.
Em ardências de vela esvai-se o corpo.
Do porto inútil parte um sol de neve.

Horizontalizaram-se as ladeiras.
Os horizontes viram-se sem prumo.
Os fios desaliaram-se das teias.
O Deus de todos debandou do mundo.

Quanta lágrima súbita? Nenhuma.
O mesmo pranto paira e espraia a bruma.
Mas o olhar sobra ao choro cego e vê.

Nem sei se a vida vale a flor que espreito.
Coração, tem-me à força em dor sem jeito.
Eu morro de vergonha de você.

(Luís Antonio Cajazeira Ramos)

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Véspera do dia dos mortos

Eu não amei meu pai como devia.
Houve o dia de amá-lo e não o amei.
Ele morreu, e não nasci ainda.
Amanhã levantei sem seu amor.

Nenhum conselho amigo soa seu.
Uma vida padrasta me acompanha.
Meu caminho não quis olhar pra trás.
Tão longe de meu pai me abandonei.

Nem meu, nem de ninguém, nunca fui seu.
Não me quis dar a quem eu estranhava.
Só teu colo, mamãe, era aconchego.

Do pai, resta-me um calo de silêncios.
Ai, arranco do peito o corpo estranho.
Coração, cava o chão, busca meu pai.

(Luís Antonio Cajazeira Ramos)