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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Viva Dercy!

Dercy Gonçalves no céu


- Porra tá frio aqui em cima.
- O céu não tem temperatura, minha senhora – pondera um porteiro celestial de plantão..
- Não tem o cacête. Tá frio sim senhor – insiste Dercy.
- Prefere o inferno? Lá é mais quentinho!
- Manda tua mãe pra lá. Cadê o Pedro?
- Pedro só atende aos purificados.
- E eu tô suja por acaso? Tô cagada, esporreada?
- Você primeiro tem que passar pelo purgatório, ajustar umas continhas…
- Não devo nada a viado nenhum.
- Você foi muito sapeca lá por baixo.
- Como é que você sabe? Andava escondido debaixo das minhas saias?
- Dercy, daqui de cima a gente vê tudo.
- Vê porra nenhuma. Vê a pobreza, a violência, meninas de 4 anos sendo estupradas pelos pais, político metendo a mão no dinheiro dos pobres, carinha cheirando até bosta pra ficar doidão? O que você s vêem? Só me viam?
- Você fala muito palavrão.
- Eu sempre disse que o palavrão estava na cabeça de quem escutava.
Palavrão é a fome, a falta de moral destes caras que pensam que o mundo é deles. Esses goelas grandes e seus assessores laranjas, tangerinas e o cacête!
- Está vendo? Outro palavrão.
- Cacête é palavrão, seu porteiro do caralho? Palavrão é a Puta Que o Pariu!

(silêncio por alguns segundos)
- Seja bem vinda Dercy. Sou Pedro. Pode entrar.
- CARAAAAAALHO!!! Não é que eu morri mesmo?!!! E o purgatório?

- Você já passou 101 anos por ele, lá no Brasil. Venha descansar!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Homenagem a Moacyr Scliar


Moacyr Scliar


"Acredito, sim, em inspiração, não como uma coisa que vem de fora, que "baixa" no escritor, mas simplesmente como o resultado de uma peculiar introspecção que permite ao escritor acessar histórias que já se encontram em embrião no seu próprio inconsciente e que costumam aparecer sob outras formas — o sonho, por exemplo. Mas só inspiração não é suficiente".



Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica.

Em 1955, passou a cursar a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica. Trabalhou junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU), daquela capital.

Publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”, em 1962. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.

Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven.

Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra.

Especializa-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Inicia os trabalhos nessa área em 1969.

Em 1970, freqüenta curso de pós-graduação em medicina em Israel, sendo aprovado. Posteriormente, torna-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública.

Seu filho, Roberto, nasce em 1979.

A convite, torna-se professor visitante na Brown University (Departament of Portuguese and Brazilian Studies), em 1993, e na Universidade do Texas, em Austin.

Colabora com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê.

Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como professor visitante no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University.

Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar.

Faleceu em 27 de fevereiro de 2011. Por conta de um AVC.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Chegou o carnaval, ta na hora de curti o velho rock.



O maior festival de rock da Bahia chega a sua 17ª edição com tudo tendo 32 bandas, sendo 9 de fora do Estado. O festival Palco do Rock ocorrerá entre 5 (cinco) e 8 (oito) de março, com entrada franca, o coqueiral de Piatã vai ferver, mas lembre-se que esse festival só foi possível pelo suor da ACCRBA, evite briga, vá para se diverti e aproveite levando um pacote de alimento perecível, ajude quem precisa.

Programação – Palco Principal

05/03 - Sábado
Norfist (Lauro de Freitas/BA)
Templarius
Siege of Hate (CE)
Cama de Jornal (Vitória da Conquista / BA)
Álvaro Assmar
Malefactor
Pastel de Miolos
(Lauro de Freitas / BA)
Acanon

06/03 - Domingo
Buster
Ignivomus
Ênio e a Maloca
Savant Inc.
(SP)
Mingmen (SUIÇA)
Mercenárias (SP)
Vendo 147
Rattle

07/03 - Segunda
Chip Trio
Incrédula
NôNEIME
(Valente / BA)
Ulo Selvagem
Baranga
(SP)
Claustrofobia (SP)
Riverdies (RJ)
Human (Santa Bárbara / BA)

08/03 - Terça
Attemporais
Código Remoto
Fridha
Minus Blindness
Trampa
(DF)
Velhas Virgens (SP)
Clube de Patifes (Feira de Santana / BA)
Act Of Revenge

Mais informações:

http://www.palcodorock.accrba.com.br

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Para quem eles torcem...?



TV Globo

Galvão Bueno – Flamengo
Cléber Machado – Santos
Luís Roberto – São Paulo
Mauro Naves – Corinthians
Sérgio Noronha – Vasco

TV Bandeirantes

Nivaldo Prieto – Palmeiras
Luciano do Valle – Ponte Preta
Mauro Beting – Palmeiras
Milton Neves – Santos



SporTV

Luis Carlos Jr. – Fluminense
Milton Leite – Corinthians
Paulo César Vasconcelos – Botafogo
Alex Escobar – América-RJ
Renato Maurício Prado – Flamengo
Marcelo Barreto – Flamengo
Alberto Helena Jr. – São Paulo
José Roberto Wright – Fluminense

ESPN Brasil

José Trajano – América-RJ
Paulo Vinícius Coelho – Palmeiras
Mauro César Pereira – Flamengo
Paulo Calçade – Corinthians
Antero Grecco – Palmeiras
Sílvio Lancellotti – Corinthians
Soninha – Palmeiras
André Plihal – São Paulo
João Palomino – São Paulo
Paulo Amigão Soares – São Paulo
Fernando Calazans – Flamengo
Juca Kfouri – Corinthians

Outros

José Silvério (Band-SP) – Cruzeiro
Wanderley Nogueira (Jovem Pan-SP) – São Paulo
Flávio Prado (Jovem Pan-SP) – São Paulo
José Carlos Araújo (Rádio Globo-RJ) – Fluminense
Mauro Leão (O Globo) – Botafogo
Fernando Vanucci (Rede TV!) – Botafogo
Pedro Ernesto (Rádio Gaúcha) – Grêmio
Wianey Carlet (Zero Hora) – Internacional
David Coimbra (Zero Hora) – Grêmio
Paulo Brito (RBS) – Internacional
José Aldo Pinheiro (RBS) – Grêmio
Luís Carlos Ostermann (Zero Hora) – Grêmio


Vejam uma lista de torcedores famoso: http://migre.me/3UTEU


fonte: site melhores noticias do esporte

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Isso a globo, a veja muito menos a Folha de São Paulo não mostrou


Me enviaram por e-mail e eu quase não acreditei, depois de passar quase uma hora no Google pesquisando os antecedentes da biografia desse homem, vi que realmente era verdade."


Deputado dispensa benefícios que oneram os cofres públicos. Sim, ele existe.

José Antônio Reguffe, de 38 anos, foi o deputado federal mais bem votado do país em termos proporcionais. Escolhido por 266.465 eleitores, o equivalente a quase 19% dos que foram às umas no Distrito Federal, ele superou fenômenos televisivos, como Tiririca, e integrantes de clãs políticos tradicionais.

No primeiro dia de trabalho, o parlamentar expediu seis ofícios à diretoria-geral da Câmara. Abriu mão do 14° e do 15° salários reduziu o número de assessores no gabinete, cortou gastos com salários de assessores e diminuiu sua verba de atividade parlamentar. Como morador de Brasília, naturalmente também abriu mão do auxílio-moradia e das passagens aéreas.

As medidas resultarão em uma economia de 2,4 milhões de reais nos próximos quatro anos. Se elas fossem seguidas por todos os 513 deputados, a economia chegaria a 1,2 bilhão no mesmo período. Reguffe tomou medidas idênticas quando exerceu o mandato de deputado distrital em Brasília. Além de ter demonstrado que é possível um parlamentar trabalhar sem mordomias em excesso, o deputado brasiliense teve uma votação que prova como isso está em sintonia com o que pensa o eleitor.


QUINZE SALÂRIOS


O primeiro ofício que José Antônio Reguffe enviou à diretoria-geral da Câmara foi para pedir que não fossem depositados em sua conta os dois salários que os depurados recebem anualmente chamados de "ajuda de custo". Trata-se, na prática, de um 14° e um 15° salários, de 26.723,13 reais cada um. Ao longo dos quatro anos de mandato, a medida levará a uma economia de 213.785,04 reais para a Câmara.


"Esse foi um compromisso com meu eleitor. Não acho que seja correto que um deputado tenha direito a salários extras. Todo trabalhador recebe treze salários por ano. Portanto, nada mais lógico que um representante desse trabalhador também receba apenas treze salários por ano. É o justo."


COTA PARLAMENTAR


A Câmara criou uma cota para custear todos os gastos dos parlamentares com seu trabalho. Com valores que vão de 20.030 a 34.000 reais mensais, o dinheiro deveria ser usado para pagar despesas com passagens aéreas, selos, telefone, combustível, aluguel de carros e pagamento de consultorias. Como a fiscalização é muito frouxa, são frequentes os indícios de uso irregular.

Reguffe pediu que sua cota fosse reduzida de 23.030 reais para 4.600 reais. Em quatro anos, a economia com a medida será de 884.640 reais.

"Esse valor de 23.030 reais é exorbitante, excessivo. O mandato parlamentar pode ser exercido com qualidade a um custo bem menor para os contribuintes. Pela minha experiência na Câmara Legislativa, acho que 4.600 reais é um valor satisfatório. É suficiente para manter o gabinete funcionando bem."


VERBA DE GABINETE E ASSESSORES


Os deputados têm direito a 60.000 reais para contratar até 25 assessores para seus gabinetes. Reguffe estabeleceu junto à direção da Câmara que terá no máximo nove assessores e que não gastará mais que 48.000 reais com os vencimentos, uma redução de 20% na verba. Só com os salários, a economia será de 624.000 reais ao longo dos quatro anos. Mas ainda há o enxugamento de benefícios. Apenas com vale-alimentação dos dezesseis funcionários que não serão contratados, a Câmara economizará 514.560 reais até 2014.

"O número de assessores a que um parlamentar Tem direito é excessivo. Nós precisamos de bons Técnicos para exercer um mandato digno. Agora, 25 assessores. Se todo mundo vier trabalham; o gabinete não comporta nem a metade. É um gasto que parece servir como uma espécie de estatização de cabos eleitorais. Eu tenho um gabinete que vai me servir bem, que vai me dar amparo, sem precisar de tanta gente."

Entrevista publicada na revista Isto È em 8 de outubro de 2010: http://migre.me/3UCmG

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

E isso foi verdade?

ADVOGAR EXIGE RACIOCÍNIO RÁPIDO,
INTELIGÊNCIA E CLIENTE ESPERTO


Em Minas, Bruno estava sendo julgado por assassinato...

Havia evidências indiscutíveis sobre a culpa do réu, mas o cadáver não aparecera.

Quase ao final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu a um truque:

- "Senhoras e senhores do júri, senhor Juiz, eu tenho uma surpresa para todos!"
- disse o advogado olhando para o seu relógio...

- "Dentro de dois minutos, a pessoa que aqui se presume assassinada, entrará na sala deste Tribunal."

E olhou para a porta.

Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta.

Decorreram-se dois longos minutos e nada aconteceu.

O advogado, então, completou:

- "Realmente, eu falei e todos vocês olharam para a porta com a expectativa de ver a suposta vítima. Portanto, ficou claro que todos têm dúvida neste caso, se alguém realmente foi morto. Por isso insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente". (In dubio pro reo) na dúvida a favor do réu.

Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final.

Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto:

- "Culpado!"

- "Mas como?" perguntou o advogado... "Eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta, é de se concluir que estavam em dúvida! Como condenar na dúvida?"

E o juiz esclareceu:

- "Sim, todos nós olhamos para a porta, menos o Bruno..."



"MORAL DA HISTÓRIA:"

"NÃO ADIANTA SER UM BOM ADVOGADO
SE O CLIENTE FOR ESTÚPIDO"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Texto de Hélio Pólvora

Cultura de big brother

Quem participa dos paredões e outros vexames do Big Brother Brasil, digno da imaginação de um Marquês de Sade, vira celebridade da noite para o dia, além de embolsar, o vencedor, alta quantia de dinheiro. Dá para comprar apartamento e viver folgados por uns tempos.

Muito me admirei, por isso, que um figurante, por sinal baiano, depois de leito deputado federal se declarasse avesso a celebridade conferida por tão pífio programa que acelera a queda dos valores éticos, morais, culturais. Célebre, disse ele, é Machado de Assis.

É no mínimo curiosa essa alusão ao grande romancista autodidata. Longe vai o tempo em que escritores gozavam do prestigio público, eram cortejados, emulados, apontados nas ruas. O biógrafo R. Magalhães Jr., em página sobre “belle époque” carioca, afirmou que eles competiam, em fama, com as divas do teatro lírico. Havia uma conferência de Olavo Bilac, Coelho Neto e outro a um programa de “bel conto.”

Conceitos de Cultura tem mudado muito, a ponto de enxovalharem a dita cuja. Hoje há mais curiosidade em espiar o que acontece no Big Brother do que compulsar livros didáticos, obras de ficção que enriquecem o vocabulário, oferecem lições de psicologia de vida, e sobremodo ensinam a pensar.

Certos programas televisivos são uma vergonha pública. Rendem Audiência e faturam alto graças ao julgamento de multidões, por telefone, conforme convênio com uma operadora. Que se danem, então, valores pessoais, familiares e sociais já de si vacilantes.

Recentemente, a emissora do Big Brother Brasil exibiu uma ‘novela’ (assim denominam o melodrama ou pornochanchada diário) em que não havia uma só mulher adepta da fidelidade. Os homens sofriam as conseqüências e, ademais eram pedófilos, drogados, gigolôs, chantagista, bígamos.

Um deles, de um ridículo nojento, exumava imbecilidade e maroteira. Será que tais protagonistas representam o universo brasileiro? O que essa gente faz, além de futricar e esnobar, para viver na ociosidade e no luxo? Talvez “novelista” que os concebeu consiga explicar.

Hélio Pólvora - Jornalista, escritor, tradutor, membro da academia de Letras da Bahia