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sábado, 25 de junho de 2011

Quase nunca comento alguns textos que leio, mais desta vez é diferente, além de ler o texto publicarei aqui no blog. Só quero quem o leia também reflita o ponto de vista do autor, Alamar Régis Carvalho, assim como eu entendi. Nunca conheci Medrado pessoalmente, somente no programa dele na TV, já devo ter lido alguns livros/textos dele e o tenho no Orkut. Mais Medrado é o tipo de pessoa que lhe passa sensação boa, uma energia agradável. Eu não sou espírita, apesar de ter um lado espiritual, mais sempre achei que as religiões deveriam/devem ter grandes representes jovens, para que assim esta possa se adaptar ao novo tempo em que o mundo passa.

Ramon Morays,

segue abaixo o texto de Alamar Régis Carvalho.


O Medrado que muita gente precisa conhecer.

Uma das coisas que mais me causam indignação é o costume estúpido que a sociedade tem em difamar pessoas, costume este muito praticado no meio religioso e que foi herdado também, lamentavelmente, por grande parte do movimento espírita, o que é uma vergonha para um segmento que existe exatamente para fazer o contrário, ou seja, a prática da dignidade, da honestidade, da verdade, da justiça e da coerência.

Há dois mil anos os religiosos da época, sacerdotes, políticos e fariseus organizaram uma estratégia muito bem montada para fazer o povo crer que Jesus era um guerrilheiro disfarçado, agitador, subversivo, blasfemo que se dizia Deus, farsante e mentiroso. O povo, besta como sempre, foi na onda e pediu a crucificação dele, o que foi atendido por Pôncio Pilatos. Aquele papo de que "morreu para nos salvar" é conversa fiada de uma humanidade sem vergonha, que deveria morrer de vergonha do que fez.

Séculos depois a igreja católica montou também estratégia para fazer o povo crer que todo aquele que não aceitava integralmente o seu catecismo, necessariamente era feiticeiro, bruxo, praticante de magia negra e coisas maléficas. Daí surgiu a inquisição, que torturou e queimou muita gente, viva, em praça pública, com presença maciça do público, aprovando tudo.

E assim sempre aconteceu, como acontece nos dias atuais. A indústria da difamação é uma das mais cruéis, desumanas, perversas, estúpidas, violentas e desonestas que existe.

Quando eu passo a não gostar de uma pessoa, não é preciso nem que ela faça nada grave contra mim, basta que ela não pense exatamente como eu penso, que é o suficiente para eu passar a odiá-la e iniciar o processo da sua difamação, saindo dizendo mentiras e calúnias contra ela, pelo mundo a fora.

Infelizmente grande parte do nosso movimento espírita também adotou esta vergonhosa cultura, levando-a em prática em tudo quanto é canto do Brasil e até do exterior, onde exista gente trabalhando pelo Espiritismo.

Quando a ordem é acabar com a imagem de alguém, saia da frente, porque a coisa funciona mesmo, considerando a fragilidade das pessoas e a facilidade que o povo tem de se levar pelo “disse-me-disse” e todo tipo de fofoca.

Eu jamais seria estúpido para dirigir-me ao enorme público que me prestigia com sua leitura, que me escuta nas mais de trezentos emissoras de rádios pelas quais eu falo ou em meus programas de televisão para defender uma pessoa que fosse criminosa, assassina, traficante de drogas, pedófila ou bandida de qualquer espécie, que viesse a praticar o mal, prejudicando friamente criaturas humanas. Claro que não, porque estaria sendo bobo e até burro.

Neste movimento espírita, há anos, sempre tenho me apresentado para defender pessoas que são vítimas do mau caratismo praticado por outras, que promovem os processos de difamações, com desejo de destruir imagens. É um dos motivos pelos quais muita gente não me suporta, também, posto que estou sempre jogando antídotos contra os seus venenos produzidos.

A foto a seguir é da parte externa da Cidade da Luz. Imagine como é do lado de dentro.

Hoje, mais uma vez, quero falar sobre José Medrado, orador e médium baiano, que é um dos diversos que são vítimas dos referidos processos, pelo fato de ter criado um novo estilo de comunicação espírita, fora daquele mesmismo que está caracterizado e que muita gente acha que seja, talvez, o estilo sagrado de se fazer palestra espírita.

Medrado resolveu, há muito tempo, fazer com que as palestras espíritas se transformassem em eventos mais alegres, descontraídos e sob uma didática atrativa, que faz todo mundo ficar acordado e atento ao que está sendo falado.

Ele faz as pessoas sorrirem, dar gargalhadas e se sacudirem nas cadeiras das platéias por onde fala. Ele coloca músicas para ilustrar as suas palestras, aos finais, fazendo as pessoas sorrirem e cantarem com ele.

Os estúpidos radicais sempre tentam fazer crer aos outros, que ele está

fazendo “carnaval” do Espiritismo, o que não é verdade e sim uma mentira muito maldosa. O que ele faz é selecionar músicas que contém LETRAS SAUDÁVEIS, LETRAS EDIFICANTES, com algum conteúdo que toca profundamente nas pessoas, que traz alguma reflexão e até faz a criatura se emocionar. Não importa o ritmo desta música, se é bolero, samba ou até mesmo marchinha de carnaval.

Não importa, também, se a música possui o rótulo espírita, se é a chamada música Evangélica, se é do Padre Marcelo, Padre Fábio de Melo ou de quem seja, o importante é o conteúdo. Não é admissível que sejamos espíritas tão frios para não apreciarmos a beleza de muitas músicas dos padres e dos evangélicos.

Ele chega até a brincar e contar piadas, em suas palestras, mas nunca abre mão, JAMAIS, do conteúdo moral, que é o que mais as pessoas precisam. O interessante, que os seus críticos não conseguem notar, é que no uso da piada, que faz com que cem por cento das pessoas arregalem os olhos para prestar bem atenção, ele sempre arremata com algum conteúdo moral que toca fundo na platéia.

Muitos querem que ele utilize das suas palestras, nem sempre dirigidas a público já rotulado espírita, com objetivos doutrinários ou para dar aula de Espiritismo, o que nem sempre é o ideal. Existe também o entendimento de que é importante, primeiro, nos comunicarmos com as pessoas, em boas vindas, criando simpatia para que elas vejam o Espiritismo como proposta alegre e não como proposta de "satanás", como muitos imaginam, para, depois, essas pessoas, chegando ao Centro Espírita, aí sim, passem a estudar a doutrina como deve ser.

Medrado se tornou um verdadeiro fenômeno da comunicação espírita, sendo hoje uma mega potência de comunicação espírita na Bahia, no Brasil e no exterior, por onde chega.

Na TV Bandeirantes da Bahia ele é líder de audiência, há 17 anos ininterruptos, com seu programa “Visão Social”, aos sábados. Detalhe: Em nenhum lugar do Brasil a Bandeirantes ganha da Globo, em horário nenhum, só na Bahia e só no programa dele isto acontece.

Na Rádio Metrópole FM, de Salvador, ele é também líder absoluto de audiência há vários anos. Pra vocês terem uma idéia, artistas de peso nacional, vão ao seu programa, ao vivo, para visitá-lo, como é o caso daquela que hoje é a maior expressão entre todas as cantoras do Brasil, a Ivete Sangalo, que vai ao vivo ou faz questão de telefonar e participar do programa várias vezes, com rasgados elogios e manifestação de carinho ao apresentador.

No Jornal A TARDE, o maior do Norte e Nordeste do País, ele mantém há dez anos a sua coluna, que foi iniciada por mim, quando morava lá, e já era sucesso com a minha escrita, mesmo sendo pouco conhecido, imagine hoje, escrita por ele, que é um fenômeno de comunicação. Agora ele está com mais uma coluna, no espaço mais privilegiado dos jornais, ao lado do seu Editorial.

Isto faz com que muita gente morra de inveja, daí uma das razões do processo de difamação.

Os eventos promovidos por ele, como o ENCONLUZ, além de ser sempre um sucesso de público, que não dá pra quem quer, consegue, também, sempre, levar as mais altas autoridades da Bahia, com Governador do Estado, Prefeito de Salvador e suas esposas, Desembargadores, Secretários de Estado, etc. É prestígio pra ninguém botar defeito.

Prá nós aqui, gente, qual a outra instituição espírita que consegue isto, no Brasil?

Por mais que alguém queira considerar que o fato de autoridades constituídas participarem de evento espírita não tem lá tanta relevância na visão espírita, mas, raciocinemos: Será que essas autoridades se exporiam tanto assim, todas elas, independente de partidos, para prestigiar um homem que não tivesse uma conduta de vida respeitável, dentro de padrões de moralidade aceitáveis?

Examinemos este detalhe com cuidado.

Meus amigos: queiramos ou não, a grande realidade que existe, em termos de Espiritismo no exterior, são pequenos centros espíritas criados por brasileiros, que residem nos diversos países, fazendo reuniões para brasileiros e raro é o caso de um centro que tem freqüência de nativos. Quando muito ocorre, é de um nativo, casado com alguma brasileira, e olhe lá. Sempre a freqüência é de 30, 40, 50 pessoas. Raro é o centro espírita, no exterior, que tem freqüência que passa das 100 pessoas.

Diga-se de passagem que é sempre um prazer, também, estar junto daqueles amigos, que são abnegados lutadores para fazer o Espiritismo chegar por lá, que fazem o que podem para manter os seus centros.

Os expositores espíritas brasileiros, quando viajam para o exterior, falam geralmente nesses centros, dirigidos por brasileiros e freqüentados por brasileiros.

Em Portugal é onde encontramos Espiritismo feito por portugueses, com freqüência de portugueses.

O nosso querido Divaldo Franco consegue falar para platéias, em vários momentos, onde se reúnem nativos, que o escutam por traduções simultâneas, inclusive com grande sucesso até na Turquia, país Muçulmano, que tem despertado certo interesse pelo Espiritismo. Mas não é comum os outros expositores conseguirem isto.

O Dr. Sérgio Felipe é caso a parte, porque é convidado várias vezes ao ano para ir à Europa e aos Estados Unidos, por comunidades científicas, não espíritas, sem os mesmos objetivos dos centros espíritas, porém para falar das suas pesquisas, experiências e estudos acerca dos assuntos de ordem espiritual, sob a ótica científica, como cientista e homem da USP que é. Neste caso não fala apenas para algumas dezenas de brasileiros, freqüentadores de centros montados por brasileiros, mas para platéias de nativos, com interesses científicos. Os resultados têm sido fantásticos e a sementes que ele tem plantado por lá estão brotando para o crescimento de árvores com raízes firmes e caules fortes.



Nas suas primeiras viagens ao exterior, Medrado ia também do mesmo jeito que os outros, convidado por brasileiros para falar nos mesmos centros. Ocorre que, de algum tempo para cá, ele passou a ser boicotado por centros dirigidos por brasileiros, já que muitos lá, também, se deixam contaminar com as fofocas que são criadas aqui, quando, ao mesmo tempo, foi descoberto por instituições estrangeiras, não espíritas, mas interessadas nos assuntos de ordem espiritual, principalmente a mediunidade, como é o caso do Arthur Findlay College, de Stansted, na Inglaterra, uma instituição educacional mediúnica espiritualista, ligada às Igrejas Espiritualistas da Grã-Bretanha, que pesquisa, estuda, respeita e quer saber tudo acerca da mediunidade, tendo encontrado nele a disposição para troca de experiências. Não se trata de platéias de dezenas de pessoas não, trata-se de platéias enormes, constituídas por nativos apenas e quase não se vê brasileiros.

Sai pra lá olho grosso!

O que se encontra na raiz da inveja?
Uma carência.
Você sente como não possuidor de algo que você quer, ou que outra pessoa possui o que você quer.
Às vezes, quando alguém se casa, até dizemos, “Por que ela achou alguém e eu não consigo? Sou mais bonita que ela, e mais inteligente.”
Pensamos desta forma.
Ficamos imaginando por que as pessoas obtêm empregos que nós merecemos, e por que as pessoas ganham o dinheiro que nós deveríamos ganhar.

Imagine o seguinte cenário para explicar o que é realmente inveja.
Imagine-se em um supermercado e você está pronto para pagar, e olha para o que a outra pessoa próxima a você tem no carrinho.
Você fica imaginando o que ela vai fazer com aquela massa, e se pergunta por que você não comprou as bolachas que ela comprou.
Por que você olha em primeiro lugar?
Imagine que você saia da loja, e ao chegar em casa, você se dá conta de que pegou as sacolas erradas – você pegou as sacolas da outra pessoa.
Mas agora que você está em casa, você percebe que perdeu duas vezes!
Primeiro, você desperdiçou seu dinheiro nos itens de outra pessoa, e depois você nem trouxe o que você precisava!
A inveja começa quando se deseja algo que não se tem, mas depois ela o leva a uma situação de perda.

Existe um ditado – nossas vidas estão cheias de lutas inúteis porque nossas mentes estão cheias de pensamentos inúteis.
Esta porção nos traz de volta do ponto em que nossa mente havia se dispersado para um lugar de carência.
A raiz de tanta negatividade é não se concentrar no que queremos e no que estamos dispostos a fazer para obtê-lo.
Quando você sentir inveja – esforce-se para perceber o que você possui!
Se você estiver consciente, você poderá fazer alguma coisa sobre aquilo.
Mas se você simplesmente pensar no que não tem, você não obterá poder.
E nós somos levados a esse tipo de pensamento, infelizmente.
Estamos sempre procurando circunstâncias externas para mudar, para que as pessoas ao nosso redor mudem, e não para mudar-nos a nós mesmos.
O que há de errado com isso?
É a porta de entrada para que toda a negatividade entre.
Alguns de nós temos pessoas maravilhosas em nossas vidas, mas queremos que elas mudem.
O que isso acarreta?
É uma ótima forma de ficar deprimido, ou de agir como vítima.
E então você realmente se torna uma vítima porque estará esperando que elas mudem.
É terrível.
Em vez disso, conserte a situação!
Seja criativo!
Faça uma escolha ativa sobre como você quer viver.
Você quer esperar que as pessoas mudem, esperar que aquele carro maravilhoso apareça na sua porta, ou você quer pensar no que fazer para chegar lá?
Estruture um desejo / um receptor, a fim de que a plenitude possa chegar!
Do contrário, você sentirá sempre uma carência.

Você não pode querer ficar parado e esperar mudar.
Você não pode querer que seu chefe seja demitido para que você o substitua.
Você não consegue ir para uma vida melhor.
Onde quer que você vá, vai ser o mesmo velho você.
Aonde quer que você vá, as mesmas circunstâncias surgirão, porque sua limitação o acompanhará.


Mude a forma como você pensa sobre negatividade em sua vida.
Assuma responsabilidade.
Abandone aquilo em que você acredita.
E no instante em que você souber, você ficará bem.
O processo de entendimento ajudará você a ver as coisas que você pensava que jamais saberia.
Fonte: Kabbalah Centre

domingo, 22 de maio de 2011

Caetano Veloso - Por uma vida melhor

Quero ler o livro de Heloisa Ramos por inteiro. Estou na Bahia gravando a voz de Gal com Moreno no estúdio Ilha dos Sapos, de Carlinhos Brown (que fica no Candeal, um bairro com muitas características de favela mas que transpira tranquilidade e autoestima, o que se deve ao trabalho da Timbalada de Brown na área): não tive tempo de procurar o livro e estudá-lo. Fico com as notícias exageradas da imprensa, que estamparam manchetes alarmistas sobre o MEC ter aprovado uma cartilha que “ensina a falar errado”, e os artigos de Bagno e Possenti, os sociolinguistas que parecem crer que a língua é viva hoje, mas que também parecem negar que as normas vigentes são criação do povo (“o inventalínguas”) através dos séculos.

Os linguistas estão certos ao denunciarem a açodada reação dos jornais: estes tratam um comentário feito numa página como se fosse a totalidade dos ensinamentos do livro. Mas os jornais são jornais: têm de excitar, entusiasmar, fazer indignar-se seus leitores, enquanto os informam. Não é absurdo que tenham tomado o breve comentário como sintoma de um problema grande que o livro pode representar. A pressa com que os sociolinguistas, em atitude verdadeiramente esnobe, desqualificam os jornalistas por conhecerem menos bem a norma culta do que eles próprios sugere uma euforia de superioridade,um deslumbrament de qualificação científica quemais aponta para uma vaidadearrogante do que para o alegado pendor igualitarista. No fim das contas, ouvimosecos das odes ao português de Lula que eram mantra da campanha petista (a qual começou faz décadas e nunca terminou, nem mesmo com o metalúrgico cumprindo dois mandatos e fazendo a sucessora), o que, por sua vez, remete aos cargos distribuídos aos companheiros.

Não entendo que se queira ensinar linguística ou sociologia aos alunos de alfabetização. De qualquer idade. É auspicioso que se informem os professores sobre as descobertas dessas disciplinas. Mas ao aspirante ao letramento, quanto mais firmeza simples melhor. Possenti está certo ao afirmar que ninguém precisa ensinar quem diz “os peixe” a dizer “os peixe”. Ensinam-se as regras de concordância da norma culta. A menção à legitimidade da forma em que o plural se exprime apenas (e satisfatoriamente) no artigo é só uma demonstração do professor de que ele não acha que o aluno “é burro” ou que a forma que usa é “errada”. O mestre, depois de anunciar a equivalência essencial das duas formas, alertaria o estudante para o fato de que o uso de uma delas pode levá-lo a ser vítima de “preconceito linguístico”. Mas quem busca alfabetizar-se tem sede de conhecer os mecanismos da gramática vigente neste ponto da história. E explicações complexas não fazem avançar o aprendizado. Esses linguistas têm grande ciúme do sucesso que fazem os professores de gramática que, oferecendo aquilo de que tem sede a grande massa, ocupam espaços em jornais e tempo no rádio e na TV. Deduzem — e alardeiam — que estes são representantes dos esquemas de dominação de classe. A busca de lógica na criação da gramática — de uma mínima lógica que mantém a língua de pé e a faz mais capaz — é tida como imposição de gramáticos vilões. Ora, se a gente diz “se suicidar”, vendo que é logicamente errado (por pleonástico) mas admitindo que o povo consagrou a forma pronominal do verbo, e se os mestres, do primário à universidade, ensinam assim, é prova de que o que fazemos é adotar as mudanças que pegam. Milhões seriam os exemplos de fatos semelhantes. Se o inglês é uma espécie de “português popular às avessas”, por deixar o artigo inalterado e indicar o plural apenas no substantivo (“the books”, enquanto dizemos “os livro”), devemos louvar a hegemonia do inglês (e sua combinação de altíssima entropia com capacidade de acolher repertório de outras línguas)? Ou o quê?

O fato é que a novidade de livros didáticos legitimarem formas como “os peixe” não pode deixar de ser notícia espalhafatosa. Pelo simples fato de que esse assunto interessa, surpreende, indigna, excita, alegra e exalta semianalfabetos que desejam aprender, jornalistas bem ou medianamente letrados, pais de família preocupados com o futuro dos seus filhos, professores de gramática — e linguistas semi- ou ultra sofisticados (para usar aqui o hífen à moda inglesa). Ou seja, dos sem-poder aos mais poderosos. Os linguistas não estão entre os primeiros. O Brasil, a Terra em Transe de Glauber, que é o país que pôs Lula no mapa-múndi (ele é nominalmente citado no livro de Khanna por uma fala sua sobre vontade política), não pode aparecer aos próprios olhos como um exemplo de nação linguisticamente preconceituosa. William Bonner dando a notícia sobre o livro de Heloisa não tem nada de monstruoso. Os sociolinguistas petistas, por sua vez, não são meros esnobes inúteis ao reagir como se assim fosse: há algo de bom em termos esse tipo de alerta. Contanto que não deixemos a confusão (inclusive essa minha aparente indefinição aqui) atrapalhar nosso desejo de criar uma vida melhor.

Sandra de Sá cantando com Seu Jorge no Municipal semana passada é resposta melhor a tudo isso. Para não falar em Djavan, Milton, Sandy, Olodum Mirim, Guto Graça Mello, e, sobretudo, Bethânia. Tem momentos em que parece mesmo que temos recursos para fazer o que devemos. E o que devemos é salvar o mundo com a nossa (como diz Khanna) nacionalidade forte. Por que fazer por menos?

segunda-feira, 16 de maio de 2011


Há dez anos a juventude estudantil e os amantes da democracia tomaram as ruas de Salvador, para exigir a cassação dos senadores ACM e Arruda. O motivo era a violação do painel do Senado, comprovado por depoimento de uma qualificada funcionária, única punida à época, pois ambos renunciaram, evitando a cassação.

A tropa de choque da Polícia Militar da Bahia, sob a ordem do governador César Borges, arremessou seus homens, cavalos, balas de borracha e bombas de gás contra a imberbe multidão, durante todo o maio de 2001. Mas foi no dia 16 que a agressão maior foi perpetrada.

A Faculdade de Direito da UFBA, celeiro de grandes quadros da advocacia, da magistratura, do controle público e da política, foi invadida. Estudantes, professores e servidores foram agredidos, alguns presos. O desvario deixou sequelas físicas e emocionais naquela comunidade. A autonomia universitária foi violada, quebrada como foi nos regimes de exceção. Estive lá, como deputada estadual e membro da comunidade universitária e devo homenagear toda aquela geração resistente, faço isto evocando o nome do professor Arx Tourinho, também lá e vivo em nossa memória.

O sentimento da necessidade de mudar o rumo da política na Bahia espraiou-se. O tema da ética na política, a defesa da alternância nos postos de comando político e administrativo, formaram uma aura que, inegavelmente, serviu de lastro para as mudanças que mais tarde foram confirmadas nas urnas e que se exercita hoje em nossa terra.

Registrar dez anos do CHOQUE entre a política retrógrada e a vontade que nutríamos por uma Bahia livre se faz importante para avivar a memória dos contemporâneos e informar os mais jovens. Especialmente para que nunca mais se repita. Para que nunca mais o argumento da força, tente substituir a força do argumento. Para que nunca mais a autonomia universitária seja quebrada, e a liberdade de expressão sufocada.

Hoje, sob o estado democrático e de direito em nosso país, mesmo que tardio na Bahia, pioneiramente se organiza a Comissão da Verdade que fará a análise de crimes contra os direitos humanos em várias fases da nossa história. A Bahia não deve perder a chance de fazer constar deste rol o episódio daquela manhã de 16 de maio, no Campus da UFBA no Canela, onde o despotismo e tirania mostraram sua face.

O Conselho Superior da UFBA, firme defensor da Autonomia Universitária, tem agora esta possibilidade histórica e contará com nosso aplauso.

Alice Mazzuco Portugal

Farmacêutica e Bioquímica da UFBA

Deputada Federal PCdoB-Ba


OBS: Nesse dia Alice Portugal faz aniversário

sábado, 14 de maio de 2011

e aí, Jão, tu mi insina?


Gislaine era uma caipirinha deliciosa de 17 anos, ainda virgem.

João Gafanhoto era o cara mais tarado da região, que vivia convidando a moça pra ir pra cama, pro sofá, pro mato, pra qualquer lugar, desde que fosse pra transar.

Certo dia ela finalmente concordou e os dois foram pra uma moita, atrás da casa da moça. Mas, como não sabia nada sobre o assunto, ela pediu instruções:

- Ai, Jão... Cumé qui é esse negócio de sexo?
- Simpres, Gislaine! E é bão dimais, sô!
- Mas como que eu faço? Me explica, homi!
- Primero você levanta a saia!
- Assim? - disse a gostosona, mostrando a calcinha.
- Hummm! Isso memo, Gislaine! Assim memo, sô!
- I agora?
- Agora você baixa a calcinha! - disse ele, excitadíssimo.
- E agora, Jão?
- Hummmm... ?... Agora agacha e mija que seu pai tá oiando prá nóis com uma espingarda na mão.

A casa caiu para Caixa Economica Federal

CAIU A CASA DA MEGA SENA!!!

A GRANDE FARSA É DESCOBERTA!
BRASIL: O PARAÍSO DA SACANAGEM.....



SE VOCÊ FAZ APOSTAS, ESTÁ SENDO ENGANADO!!!

A Polícia Federal desconfiou que estivesse havendo algum tipo de fraude na MEGA SENA e, mal começaram as investigações, pegaram várias pessoas envolvidas no esquema, entre elas, funcionários, auditores, e muito peixe grande, ligadas diretamente ao governo.
Era muita gente envolvida no esquema. Eles fraudavam o peso da bolinha, fazendo sempre dar os números que eles quisessem e botavam 'laranjas' para jogar em diferentes Estados.
Você que achava estranho a Mega Sena acumular tantas vezes seguidamente, e quando saía o prêmio, apenas uma pessoa ganhava, geralmente em algum lugar bem distante.. Só podia ser algum tipo
de fraude mesmo!!!
Descobriram membros da quadrilha com 4 Bilhões em contas nos paraísos fiscais; o que menos tinha, tinha 8 milhões..

Isso é sacanagem com o povo brasileiro, que trabalha demais; muitos deixam até de comer alguma coisa para fazer uma fezinha! O que muito me admira é que quase não houve divulgação!!!!!!

Na TV só passou uma vez no Jornal da Record, e outra na BAND...
Certamente foram censurados.... Está na cara que o governo não quer perder a bocada que fatura cada semana com os jogos, e nem quer mais CPIs...

Está notícia não pode ficar na gaveta, espalhem!!!
Vamos nos unir e dar fim a essa grande rede de corrupção que envolve o nosso país.

Colabore com a DIVULGAÇÃO e ajude a desmantelar essa corja de corruptos que levam 45% do seu salário em impostos e ainda têm coragem de levar mais... Passe para todos da sua lista de contatos....

O BRASIL todo precisa saber!!!


Dr. Wagner Di Genova Ramos
PAVESIO ADVOGADOS ASSOCIADOS
55 11 4746-2513 55 11 4746-2513 55 11 4746-2513 55 11 4746-2513 (voice)
55 11 4743-3325 (fax)

*O único jeito de acabarmos com essa patifaria é ninguém jogar
mais em nada. Aí , a CAIXA ECONÔMICA vai ter um enorme prejuízo e,
talvez só assim fará alguma coisa.
E o que as autoridades vão fazer agora???
Esconder como fizeram quando essa notícia
vazou???

DIVULGUE... MAS DIVULGUE MESMO,
PARA VER SE ACONTECE ALGUMA COISA!!!

domingo, 8 de maio de 2011

Curtas da semana

Depois que o Governador da Bahia Jaques Wagner tirou a barba pro 500 mil, fazendo propaganda da Gilette, o "cabra" ficou parecido com o ator e também politíco Stepan Nercessian. Veja o resultado:

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Por falar na Bahia, final de decisão sempre dar Ba-Vi, ou é Bahia ou é Vitória, só que dessa vez a final fui Ba-Vi, só que diferente, o Bahia não é o da capital é do Interior. Sim, o Bahia de Feira está na final.
Coitadinho do Vitória que mesmo se livrando do grande rival, tem que aturar um com o mesmo nome.

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E quem diria, a mais nova gatinha a pousar nua na Playboy é nada menos que a modelo Elisabeth Jagger, a Lizzy Jagger filhinha do cantor Mick Jagger, 67 anos, vocalista dos Rolling Stones. Só espero que seu pai não queira fazer o mesmo. Aff!




E amanhã tudo volta ao normal. Ops! Pelo menos tentaremos...