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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Violência e Consciência

Por William Shinoda

O Vazio existencial é um problema contemporâneo e social de difícil diagnóstico e tratamento, que pode afetar diversas pessoas independente de cor, sexo, idade ou classe social.
Vivemos no século XXI, era de grandes avanços em diversas áreas, com isso passamos a ter uma rotina bem diferente das rotinas de séculos anteriores. Essa vida agitada e dinâmica que levamos tem afetado diretamente as nossas relações afetivas, tornando-nos mais materialistas, mais preocupados com os aspectos exteriores e dotados de um vazio existencial.
Essas características já existiam em sociedades anteriores, mas na nossa, elas se intensificaram criando uma sociedade mais desumana, competitiva e acirrada. Não é raro hoje em dia, nos depararmos com a falta de amor ao próximo, o preconceito, a desigualdade e a injustiça. Todas elas são formas de violência ocasionadas, na maioria das vezes, pelo vazio existencial.
Qualquer um pode ser uma "vítima" desse problema psicológico e levar uma vida normal, sem que ninguém o perceba. Cabe a esta pessoa reconhecer seu estado e tratar-se. Caso contrário, as violências que este individuo venha a cometer, reforçadas por uma impunidade, voltarão a acontecer, seja uma injustiça, uma ofensa, uma agressão física/moral ou homicídio, enfim.
Se as pessoas dotadas desse problema tivessem consciência disso através de informação à respeito do assunto, muitos dos casos de homicídio, suicidío, violência contra a mulher, idoso ou criança, bullying e preconceito reduziriam.Ou seja, o tratamento já começa com uma reflexão e uma boa conversa com alguém confiavél.
É comum em nossa sociedade, pessoas que sitam muito sozinhas, injustiçadas, sem valores nem respeito. Isso é um vazio existencial presente em alguns, mas quase ninguém o percebe. Senão diagnósticado e tratado, esse problema pode refletir nas ações dessas pessoas. É daí que surgem os diversos tipos de violência, que são cada vez mais praticadas.
É preciso uma nova metodologia de ensino nas escolas, para que esse e outros assuntos possam ser transmitidos aos jovens desde cedo, afim de conscientizar toda uma nova geração. Pois todos os malefícios do vazio existencial não serão totalmente erradicados, mas podem ser bastante reduzidos, através de uma poderosa ferramenta humana chamada Educação.

domingo, 18 de dezembro de 2011

uma bela reflexãode final de ano.


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís de Camões

Dez maneira de amar a nós mesmo.

1 - Disciplinar os próprios impulsos.

2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 - Evitar as conversações inúteis.

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

André Luiz e Chico Xavier: Paz e Renovação.

Textro extraido do blog de Ivan Cézar, grande blogueiro e palestrante espírita. Segue abaixo o link do blog para os interessados:

http://www.espacoholistico.blogspot.com/



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Juana Inés de la Cruz


San Miguel Nepantla, Estado do México, 1648 - 1695.
Ao recopilar-se em Madri, em 1689, sua Inundación Castálida,
foi consagrada como poetisa extraordinária.
- Mexicana, pai espanhol e mãe crioula, foi autodidata e aos 14 anos era já conhecida por seu saber e sua poesia.
Ingressou na Ordem Carmelita e depois na Ordem Jerônima. Defendeu como poucos os direitos da mulher.
Morreu de peste, contraída enquanto cuidava de suas irmãs religiosas.


Abaixo segue um dos seus famosos poema:

EM QUE SATISFAZ UM RECEIO
COM A RETÓRICA DO PRANTO

Esta tarde, meu bem, pois te falava
e no teu rosto e nos teus atos via
que com palavras não te persuadia,
que o coração me visses desejava;

e Amor, que meus intentos ajudava,
venceu o que impossível parecia:
pois entre o pranto meu, que a dor vertia,
o coração desfeito destilava.

Baste já de rigores, meu bem, baste;
não te atormentem mais zelos malsãos,
nem vil receio a calma te contraste

com sombras néscias, com indícios vãos,
que já em líquido humor viste e tocaste
meu coração desfeito em tuas mãos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Audioteca Sal e Luz

São áudios de 2.700 livros que podem ser enviados a pessoas com deficiência visual

Divulgue,por favor!
Eles não precisam de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO!!!


Procure o site
http://www.audioteca.org.br/catalogo.htm
e veja os nomes dos livros falados disponiveis.

Caros amigos,
Venho por meio deste e-mail divulgar o trabalho maravilhoso que é realizado na Audioteca Sal e Luz e corre o risco de acabar.
AAudioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos,que produz e empresta livros falados (audiolivros).

Mas o que seriaisto?
São livros que alcançam cegos e deficientes visuais, (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada) de forma totalmente gratuita.

Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas
corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.

E agora, você está se perguntando: O que eu tenho a ver comisso?
É simples. Nos ajude divulgando. Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale do nosso trabalho.

Para ter acesso aonosso acervo, basta se associar na nossa sede, que fica situada à RuaPrimeiro de Março, 125- Centro. RJ.
Não precisa ser morador do Rio deJaneiro.

A outra opção, foi uma alternativa que se criou face adificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade. Eles podem
solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e enviaremos gratuitamente pelos Correios.

A nossa maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, se não ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura. Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros...

Ajudem-nos, Divulguem!
Atenciosamente,

Christiane Blume - Audioteca Sal e Luz
Rua Primeiro de Março, 125- 7. Andar
Centro- RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007 (21) 2233-8007

Horário de atendimento: 08 às 16 horas
http://audioteca.org.br/noticias.htm

sábado, 29 de outubro de 2011

Poema de encerramento de OUTUBRO

“Meu espírito vibrou na mudez da matéria...
Minha alma se exaltou na vibração da luz...
Eu vivi sobre a terra na espiração sidérea
De tocar com a minha alma a lira de Jesus...

Da vida não vi mais que a enganosa aparência,
Fictício tesouro que a mim não seduziu,
Porque meu coração era feito da essência
Evolada do céu e para o céu subiu.

O mundo veio a mim cheio de adulações...
E o mundo e a sua corte, altiva, repeli...
Não conheci da vida as tristes ambições,
Mas, a ambição de lá feliz, eu conheci...”


Nina Arueira*









Maria da Conceição Arueira (Nina Arueira) nasceu em 07 de janeiro de 1916, em Campos dos Goytacazes – RJ, faleceu jovem ainda vítima de febre tifóide, em 18 de março de 1935. O nome Nina veio do apelido Pequenina que recebera ainda criança e, aos poucos, foi convertendo-se em Nina.
“Apesar de muito criança, era um espírito maduro, forte e profundo. Não à atraía a vida mundana, nem os divertimentos próprios dos jovens e, ao tratar-se com ela, via-se logo que era um espírito altamente evoluído."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tapete Turco


Uma linda garota (20 aninhos, loirinha de olhos azuis...), entra na loja de um turco e pergunta o preço de um belo tapete.

- São 400,00 reais, responde o turco.

- Mas moço, eu só tenho 300,00. Vende por 300,00, vai!?

- Não tem como, moça. Esse tapete me custou quase isso!

- Ah! Moço! Vende pra mim?

- Não posso...

E apesar da longa choradeira da menina o turco não baixou o preço, mas fez uma proposta para a moça:

- Se você agüentar uma "trepada" em cima desse tapete, pode levar ele de graça.

- O que? Trepar? O sr. quer dizer, fazer sexo?

- Exatamente! Se você der pra mim em cima do tapete, ele é seu de graça, mas com uma condição: NÃO PODE PEIDAR!

- Tá bom, eu topo. Eu quero muito esse tapete.

O turco foi lá fora, deu uma olhada para os lados e fechou a porta da loja. A gatinha já estava peladinha em cima do tapete. Quando o turco baixou as calças, apareceu um negócio que parecia uma tromba de elefante. A ponta quase batia no joelho do infeliz. Era bem dotado mesmo. A moça arregalou o olho, mas o negócio já estava combinado.

O turco se posicionou sobre a garota e quando deu a primeira encostada com força, ela gemeu, suspirou e... peidou!

Voltou pra casa chorando, desesperada, nada lhe consolava. Contou a história para sua mãe.

- O que?! - disse a mãe - Eu vou lá e vou resolver isso. Vou trazer esse tapete. É uma questão de honra!

Foi até a loja. O turco fez a mesma proposta.

- Não pode peidar! - lembrou ele.

Foi só o turco encostar o mandiocão que a mulher prendeu a respiração, mordeu o lábio e... peidou. Voltou pra casa chorando, lamentando, xingando o desgraçado.

A vovó que ouviu toda a história disse que esse era um problema para ela resolver. E foi lá pra loja do turco. Após uma hora, mais ou menos, lá estava chegando a velha, carregando o tapete enrolado no ombro...

A mãe e a filha, que haviam ficado em casa aguardando, fizeram a maior festa, pulavam alegremente e felizes perguntaram como ela havia conseguido.

Ela respondeu:

- Consegui porra nenhuma! Tô trazendo só pra lavar. Me caguei toda!

Você sabe o que significa a "Tonga da Mironga do Cabuletê"?





Lembra da música do Vinicios de Moraes?
então leia abaixo, entenda e veja que interessante!

A "Tonga da Mironga do Cabuletê "...

Realmente eu não fazia a menor ideia do significado.
Por acaso descobri essa pérola...

Ano de 1970.

Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado
de inaugurar a parceria com o disco "A Arca de Noé",
fruto de um velho livro que o poetinha fizera para seu filho
Pedro, quando este ainda era menino.

Encontram o Brasil em pleno "milagre econômico", que
milagre... a censura estava em alta, DOPS, ato 5, torturas...
a Bossa Nova em baixa.
Opositores ao regime pagando com a liberdade e com a
vida o preço de seus ideais.
O poeta Vinicios é visto como comunista pela cegueira
militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que
pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.

No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a
nova parceria. Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse
Gessy, uma das maiores paixões de sua vida que o aproximaria
do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.

Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe
xingamentos em Nagô, entre eles "Tonga da Mironga do Cabuletê",
que significa "o pêlo do cu da mãe".
O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde
oliva inspiram o poeta.
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no
Teatro Castro Alves. Era a oportunidade de xingar os militares sem
que eles compreendessem a ofensa. E o poeta ainda se divertia
com tudo isso: "Te garanto que na Escola Superior de Guerra não
tem um milico que saiba falar nagô".

Fonte: Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia.
São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

Tonga da Mironga do Cabuletê (Toquinho e Vinicius de Moraes)

Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô

Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender

A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê

Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê

Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver

Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê

Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você

Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê